‘Ataque a ferrovia me salvou de Auschwitz’, diz sobrevivente

Aos 7 anos de idade, o menino Tom Venetianer, de família judia, rumava para o campo de concentração de Auschwitz e provavelmente para a morte em novembro de 1944, quando explosões na ferrovia causadas por ataques soviéticos mudaram o curso do trem e da vida dele. Os vagões repletos de gente foram desviados para outra prisão na região da atual República Checa, onde não funcionava um campo de extermínio.

A mesma “sorte” não tiveram 1,3 milhão de pessoas que perderam a vida em Auschwitz, a maioria judeus. O pior campo de concentração nazista e símbolo do Holocausto só foi libertado em 27 de janeiro de 1945, com a derrocada da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Neste domingo, a comunidade judaica faz atos pelo mundo em alusão aos 75 anos da data.

Tom Venetianer, hoje com 82 anos, será um dos participantes das celebrações em São Paulo, onde reconstruiu a vida após chegar da Europa com os pais, em 1948. Presidente da entidade Sherit Hapleitá (Sobreviventes Remanescentes), ele afirma que o ato tem a importância de lembrar o massacre. “Não só para evitar novos genocídios, mas também para combater movimentos de negação”, diz. 

Em seu apartamento em Higienópolis, reduto de judeus, Venetianer recebeu o R7. A sala repleta de livros, CDs e discos de vinil de música clássica denuncia o apreço pela arte, mas com uma exceção: não há nada do compositor alemão Richard Wagner, artista antissemita associado ao nazismo.

Por outro lado, sobram quadros das duas filhas e dos cinco netos, família celebrada por quem perdeu 19 parentes próximos quando criança.

Tom nasceu na cidade de Kosice, no leste da então Checoslováquia, em 1937, dois anos antes de a Alemanha iniciar a Segunda Guerra Mundial. Em 1938, um acordo fez a região ser anexada à Hungria, que pouco depois entrou na guerra como aliada da Alemanha. Isso atrasou a caça aos judeus húngaros. “Era necessário que profissionais liberais continuassem trabalhando para manter a economia”, explica Tom.

O pai dele, Alexander, manteve o emprego como químico-farmacêutico, e a mãe, Lizbeta, atuava como contadora. O ambiente, porém, era marcado por um antissemitismo crescente, o que fez a família optar por não colocar o filho na escola.

Em 1944, Hitler descobriu que a Hungria tentava um acordo de armistício e decidiu invadir o país. Os Venetianer perceberam que não escapariam do Terceiro Reich e fugiram para as montanhas dos Cárpartos. Lá se passaram por cristãos e foram abrigados por uma família em um vilarejo. Uma certidão de batismo concedida por um padre católico era um documento alternativo aos originais da família, todos marcados com uma grande letra “j” que identificava a religião.

Pouco depois, Tom e os pais acabaram denunciados a oficiais alemães pela própria família que havia dado acolhimento. Para confirmar que se tratavam de judeus, os oficiais levaram Alexander a um banheiro e exigiram que ele se despisse para mostrar se era circuncidado.

Em seguida, foram levados ao campo de transição de Sered, uma espécie de antessala de Auschwitz para os judeus daquela região, de onde partia o trem para o campo de extermínio polonês. No local, a criança de 7 anos foi separada do pai e começou a vivenciar o horror do nazismo de forma mais drástica. “Ele correu na minha direção e foi atingido no ombro por um sádico oficial da SS com um bastão de madeira. Ele caiu no chão sangrando”, conta.

Alexander foi levado para um campo de concentração na região de Berlim para trabalhos forçados. Já Tom e Lizbeta acabaram tomando o destino que não era o mais comum daquele ponto, a cidade de Terezín, ao norte de Praga. A viagem de pé em um trem lotado durou mais de dois dias.

Campo modelo

O campo de Terezín abrigou a elite intelectual judaica da época. Os nazistas tentavam apresentá-lo como um “campo modelo”, inclusive maquiando mulheres e melhorando roupas e alimentação para visitas da Cruz Vermelha. “O que eles faziam era uma enganação”, diz Venetianer. Na prática, havia violência e maus-tratos. No local feito para receber 7 mil pessoas, foram colocadas 60 mil.

Enquanto Lizbeta trabalhava 12 horas por dia produzindo sapatos e roupas usadas na guerra, Tom vivia solto pelo gueto. Viu pilhas de corpos de presos que não resistiam às condições sendo desovadas em uma espécie de trincheira.

Diferentemente de Auschwitz, onde muitas mulheres, crianças e idosos eram exterminados nas câmaras de gás assim que chegavam, já que eram considerados menos úteis para o trabalho, em campos como o de Terezín as condições eram relativamente menos severas.

“A minha vida dentro do campo, esquecendo a fome, o frio, o medo, e que eu praticamente não via a minha mãe porque ela chegava tarde no alojamento, era de certa forma livre.”

Leia mais: Na Alemanha, lembrar Holocausto é fazer advertência sobre o futuro

A principal “brincadeira” junto com as outras crianças era procurar comida perto do refeitório e no lixo. Isso porque a refeição diária dada pelos alemães consistia em um pedaço de pão e um líquido que não chegava a ser uma sopa. “Esquentavam água e colocavam um pedaço de nabo ou batata, o que sobrava. Não atendia as calorias mínimas necessárias para um ser humano”, conta.

Professores judeus formaram escolinhas escondidas para ensinar as crianças. Segundo Venetianer, que estudou artes na época, os guardas da SS (polícia nazista) fingiam que não viam “porque achavam que todos os presos morreriam de qualquer forma na ‘Marcha da Morte’”. Esse era o nome dos deslocamentos feitos a pé pelo exército alemão e que precisavam ser acompanhados pelos judeus. Eles foram comuns no final da guerra, quando os alemães destruíam e desocupavam os campos para não deixar provas dos crimes cometidos.

O pai do garoto foi um dos submetidos a essa situação extrema. Caminhando no frio, sem alimento ou cobertor, Alexander caiu na neve, ao lado da estrada, e levou um tiro no ombro. Agonizou por mais de dois dias até ser resgatado pela Cruz Vermelha, pesando 42 kg.

Já a mulher e o filho deixaram Terezín em junho de 1945, com o fim da guerra, após sobreviverem também a um surto de tifo. O reencontro com Alexander na cidade de origem da família se deu pouco depois. “Não me lembro das circunstâncias exatas. Minha mãe conta que eu tinha medo dele e que não o reconheci”, diz Tom.

Brasil

A vida dos judeus na Europa continuou difícil após a guerra. Não foi diferente com a família Venetianer, que como muitas perdeu o imóvel para pessoas ligadas ao partido nazista. Conseguiram morar de favor em uma pequena casa. Com o antissemitismo ainda presente, porém, a melhor saída era deixar a Europa. Uma prima que já morava em São Paulo arranjou a documentação para que a família entrasse no Brasil de forma legal.

Em São Paulo, Alexander foi trabalhar em um laboratório farmacêutico, e Tom foi matriculado no Mackenzie, onde teve ajuda de amigos com o idioma. O menino de então 10 anos se adaptou plenamente à vida no Brasil. Formou-se engenheiro eletrônico pela USP e em administração pela FGV. Casou-se com uma húngara e formou família. Trabalhou em diferentes empresas e, atualmente, presta consultoria.

Outra de suas atividades foi pesquisar e escrever sobre o Holocausto. Tendo vagas lembranças do que ocorreu quando tinha 7 anos, ouviu relatos da mãe, cientistas e sobreviventes. Dessa forma, pôde entender melhor como se deu o massacre dos judeus da sua região e como o avanço soviético em 1944 conseguiu salvar vidas. “Na época conhecíamos a barbárie alemã, mas ainda não tínhamos uma noção exata do que era Auschwitz e que iríamos para lá”, conta.

Tom também dá palestras gratuitas sobre sua experiência, mostrando que a dor foi assimilada e o desejo de vingança ficou no passado. “Durante um bom tempo tive muita dificuldade de aceitar que minha família foi exterminada. Junto com essa sensação vem a de vingança. Com o tempo fui descobrindo que vieram novas gerações de eslovacos e alemães. Como eu iria odiar pessoas que não cometeram crime algum?”, afirma.

Isso não quer dizer que todas as feridas tenham cicatrizado. A existência do antissemitismo em pleno ano de 2020 ainda faz Tom temer e de certa forma reviver seus traumas. Pesquisas feitas pelo sobrevivente indicam pelo menos 200 atentados contra judeus no último ano.

Ele diz lamentar também a presença dessa “semente do mal” no Brasil, diferentemente da realidade que encontrou em 1948. “O brasileiro não era o brasileiro de hoje. Era um povo pacato, amoroso, que queria ajudar os imigrantes. Hoje o Brasil tem uma onda gigantesca contra tudo aquilo que não era. É preocupante”, analisa.

Tom afirma ter orgulho de ser judeu e acreditar em Deus. Tendo visto e vivenciado os horrores do Holocausto, porém, ele faz uma ressalva. “Fui salvo tantas vezes da morte que não tem como eu não acreditar em Deus. Mas se tudo aconteceu porque a humanidade tem livre arbítrio, algum problema há com esse Deus que nos deu esse livre arbítrio”, diz.

Outra reflexão recorrente na vida do imigrante é por que sobreviveu ao genocídio. Ele promete dar a opinião em seu próximo livro.

Ato da comunidade judaica marca 75 anos da libertação de Auschwitz

A comunidade judaica promove neste domingo (26) um ato pelo Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e que marca os 75 anos da libertação dos presos do Campo de Concentração de Auschwitz

O evento é promovido pela Conib (Confederação Israelita do Brasil), pela Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo) e pela CIP (Congregação Israelita Paulista).

O ato acontece na Sinagoga Etz Chaim a partir das 18h30 e vai lembrar os 6 milhões de judeus assassinados durante o Holocausto e demais vítimas no nazismo. Sobreviventes, autoridades políticas, líderes religiosos, institucionais e jovens acenderão velas em homenagem às vítimas.

Também haverá uma homenagem à sobrevivente Rachela Gotthilf, que morreu em 2019 e que teve sua mãe e avós executados em um campo de extermínio nazista.

Libertação

Trata-se de mais um ato em homenagem à libertação de Auschwitz, ocorrida em 27 de janeiro de 1945. O campo de concentração e extermínio foi o principal símbolo do Holocausto. Somente neste local, 1,3 milhão de pessoas foram exterminadas, a maioria judias.

As homenagens começaram na sexta-feira (24), com a exposição “História e Memória do Holocausto”, que acontece no hall da Sinagoga Etz Chaim. Estão expostas até este domingo obras feitas por adolescentes que cumprem medida de internação no Centro Socioeducativo de Uberaba (CSEUR – MG), com releituras de poemas e pinturas da época do Holocausto.

Veja a programação completa:

Domingo (26), às 18h30: Conib, Fisesp e CIP convidam para ato solene em homenagem às vítimas do Holocausto. Local: Sinagoga Etz Chaim, na Rua Antônio Carlos, 653 – Consolação

De sexta (24) a domingo (26): exposição “História e Memória do Holocausto”, com obras feitas por adolescentes do Centro Socioeducativo de Uberaba (CSEUR – MG). Local: Rua Antônio Carlos, 653 – Consolação

Segunda (27), às 20h30: exibição do filme “The Song of Names” no Teatro Arthur Rubinstein de A Hebraica (Rua Hungria, 1.000). A entrada é gratuita. Classificação indicativa: 16 anos.

Segunda (3/2), às 20h: O Ministério da Cidadania e a CIP (Congregação Israelita Paulista) realizam o Cine Debate com a exibição do longa “Abe”, seguida de debate com as presenças do rabino Michel Schlesinger e do jornalista Jaime Spitzcovsky. Entrada gratuita. Local: Av. Europa, 158. Inscrições pelo site cip.org.br/cinedebate-abe

Palmeiras pagará só 30% de grama sintética instalada no Allianz e no CT

O ano de 2020 é de transformações para o Palmeiras. Além de uma mudança de postura no mercado, sem grandes investimentos, ao contrário do que fazia nos últimos anos, o time terá que se adaptar a um novo gramado. Isso porque o clube, em acordo com a WTorre, administradora do Allianz Parque, optou pela instalação de grama sintética no estádio.

A reforma, aprovada após agradar as duas partes envolvidas, já se aproxima do final e a previsão é que o Alviverde já possa mandar jogos em seu estádio ainda no final de fevereiro. Os duelos com o Mirassol, no dia 16, e contra o Guarani, no dia 20, são os principais candidatos à estreia do novo gramado.

Com o novo solo, o Palmeiras certamente passará a disputar mais jogos dentro de sua casa, já que os responsáveis pela obra garantem que esse gramado não estraga em caso de shows, onde um peso elevado é colocado sobre ele. Além disso, há a expectativa também de um ganho técnico para a equipe a partir do momento que os atletas acostumarem com o sintético.

A adaptação a esse novo tipo de grama está sendo levada tão a serio, que o clube decidiu reformar também um dos campos de seu centro de treinamento, que passa a utilizar uma grama sintética semelhante à instalada no Allianz Parque.

E o custo das obras na Academia de Futebol é basicamente tudo o que o Palmeiras tem que arcar. Segundo Mike Willian, diretor de operações do estádio, a WTorre e o clube chegaram a um acordo de divisão dos gastos que devem variar entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões.

“A divisão é proporcional. Como aqui no Allianz demandava urgência, a gente está trabalhando em três turnos e acredito que tenha uma exigência maior, o processo é mais caro do que a instalação do mesmo gramado no CT. Então a administração do estádio arca com 70% das obras e o Palmeiras com 30%”, disse ele, explicando que o investimento deve ser recuperado rapidamente: 

“É uma economia significativa. A gente acredita que, com energia elétrica e com manutenção do gramado natural, sem contar as trocas de gramado que a gente fazia, a gente chega a quase R$ 150 mil de economia por mês. No máximo em três anos recuperamos esse dinheiro e acreditamos que essa solução vai ser boa para todo mundo. A gente perdia cerca de 50 dias entre manutenção, preparo prévio do gramado, que agora não vamos perder. Ou seja, teremos mais datas para realizar eventos, seja ele corporativo, jogos da base. No gramado antigo, a gente não conseguia fazer um jogo da base na sexta-feira se o time profissional jogar no sábado. Agora isso é possível. Então nós vamos ganhar pelo menos cinco novas datas de eventos por aqui.”

Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass, não só concorda, como acredita que Palmeiras e Allianz Parque não terão problemas com esse gramado por um longo período. Segundo ele, o Alviverde sai na frente em relação a seus rivais. E vê o sintético como ideal também para times menores, que não lucram tanto com seus estádios.

“A garantia do gramado é de 8 anos, mas esse campo não precisa trocar no período de 15 anos. E eu estou para te dizer que vai mais longe ainda. Até porque aqui não vai usar muito. É no máximo uma vez por semana. E acredito que se os clubes não acompanharem isso, vão ficar bem para trás. A tendência é que fique cada vez mais comum. Até mesmo para times menores. Além de você ter uma excelência de qualidade de grama, você tem uma redução na manutenção de forma expressiva e pode utilizar a grama de outras formas, com eventos. Hoje em dia muitos estádios dão prejuízo. Você joga muitas vezes fora de casa, mas os gastos continuam. Então a conta não fecha, já que você tem pouca receita. Vamos dar o exemplo de um time pequeno. Ele pode sediar festas em seu estádio e arrumar uma nova fonte de renda, já que isso não vai estragar o seu gramado. Além disso, o clube pode vender o CT. Pra que ele vai ter o CT? Ele treina lá para não gastar o gramado, mas tendo uma grama dessas, que não estraga, não tem motivo para manter aquele custo, aquela manutenção. Ele pode treinar em seu estádio e passa a ter um saldo positivo.”

‘É um teste bem caro, mas é um teste’
Apesar da confiança de que o projeto dará certo, assim como aconteceu na Arena da Baixada, em Curitiba, tanto o Palmeiras quanto a administração do Allianz Parque tem a ciência de que, caso o time não se adapte ao gramado sintético, ou então a instalação fique abaixo da expectativa de alguma forma, não haveria problema em voltar atrás e o estádio voltar a ter grama natural.

“O acordo foi feito com as duas partes em acordo, tanto o Allianz Parque como o Palmeiras. Não houve uma medida ditatorial de um dos lados querer e o outro ter que aceitar. Mas como qualquer mudança, a gente sabe que é algo que pode ser revertido. A gente espera e confia muito no sucesso, mas caso não dê certo, a gente retoma à origem natural. É um teste. Um teste caro, eu diria, um teste de longo prazo. E as duas partes estão cientes que, se der errado, a gente pode voltar atrás”, finalizou Mike Willian.

Implantação de grama artificial no Allianz Parque está quase pronta

Brasileiros avançam no QS 5.000 Pro Taghazout Bay

Começou hoje com alto nível de surf o QS 5.000 Pro Taghazout Bay em Marrocos e alguns de nossos brasileiros avançaram.

Brasileiros avançam no QS 5.000 Pro Taghazout Bay

A World Surf League introduziu um novo nível de competição na Qualifying Series em 2020, com a Challenger Series sendo o evento mais importante antes da elite mundial, e os segundos eventos com maior pontuação são os QS5.000, que incluem o Pro Taghazout Bay que é um evento extremamente importante no processo de classificação para os surfistas que desejam alcançar o nível do Championship Tour na temporada seguinte.

E a primeira edição de um QS 5.000 no Marrocos o Pro Taghazout Bay começou hoje com pequenas ondas para direita, e show de surf em algumas baterias.

O primeiro brasileiro a cair na água foi Robson Santos na bateria 1, contra o americano Ryland Rubens e o japonês Hiroya Miwa.

Robson Santos

Ryland pegou as melhores ondas, conseguiu desenhar uma linha e avançar na primeira colocação, nosso brasileiro Robson Santos avançou na segunda colocação, conseguiu fazer boas manobras, utilizar a borda de sua prancha, porém as ondas que pegou eram bem difíceis de surfar e aparentemente pequena, por este fato não teve nenhuma grande nota mais avançou na segunda colocação eliminando o japonês Hiroya que teve apenas uma onda legal, mas não conseguiu fazer uma segunda nota consistente, assim sendo eliminado da disputa.

A segunda bateria foi a vez de nossos brasileiros Renan Pulga e Caina Souza se apresentarem na água contra o japonês Yuri Ogasawara e o atleta local de Marrocos Soufiane Charoub.

Renan Pulga

Renan Pulga avançou na primeira colocação, mandando várias manobras aéreas e detonando durante a bateria toda, conseguindo até uma nota excelente dos juízes, o japonês Yuri também fez grandes manobras e avançou na segunda colocação.

Renan Pulga

Infelizmente Caina acabou na terceira colocação não avançando, pegou umas ondas até legais mas seus adversários conseguiram superá-lo e o atleta local de Marrocos Soufiane Charoub terminou em quarto, também dando adeus a disputa.

A quarta bateria tivemos a eliminação do brasileiro Fernando Junior, que arriscou boas manobras e acabou não completando, conseguiu apenas duas notas intermediarias, terminando em quarto na bateria.

O evento parou na bateria de número 16 do round 1, provavelmente dará continuidade amanhã, os atletas brasileiros que ainda não se apresentaram no primeiro round são; Rafael Teixeira bateria e Eduardo Motta,

No round 2 os atletas que estreiam na competição são; Lucas Silveira, Bino Lopes, Thiago Camarão, Willian Cardoso e Victor Bernardo.

E a LivreSurf torce para que um de nossos brasileiros seja o grande campeão.

#estamosnatorcida

Cano foi o 18º estrangeiro a marcar um gol pelo Vasco neste século

Único reforço anunciado pelo Vasco para esta temporada, Germán Cano agora é também o artilheiro solitário do clube em 2020. O argentino foi o autor do tento sobre o Boavista que decretou a primeira vitória cruz-maltina no ano, após ter empatado em 0 a 0 com o Bangu e perdido para o Flamengo por 1 a 0.

Ao estufar as redes aos 49 minutos do segundo tempo, Cano se tornou também o 18º estrangeiro a marcar pelo clube neste século. O sétimo nascido na Argentina. Nos últimos 20 anos, 40 gringos foram contratados pelo Cruz-Maltino, contando o centroavante. O sérvio Petkovic, com 28 gols, foi quem mais vezes deixou a sua marca. Veja a lista:

ESTRANGEIROS COM GOLS PELO VASCO
– No século XXI

1º – Petkovic – sérvio – 28 gols
2º – Riascos – colombiano – 20 gols
3º – Andrés Ríos – argentino – 16 gols
4º – Tenório – equatoriano – 14 gols
5º – Maxi López – argentino – 11 gols
6º – Conca – argentino – 8 gols
7º – Montoya – colombiano – 4 gols
8º – Martín García – colombiano – 3 gols
Fredy Guarín – colombiano – 3 gols
Maxi Rodríguez – uruguaio – 3 gols
11º – Biancucchi – argentino – 2 gols
Manga Escobar – colombiano – 2 gols
Erazo – equatoriano – 2 gols
14º – Vergara – chileno – 1 gol
Herrera – argentino – 1 gol
Escudero – argentino – 1 gol
Henríquez – colombiano – 1 gol
Germán Cano – argentino – 1 gol

Abel entende as vaias da torcida, mas exalta que a “equipe não desistiu.”

O Vasco conseguiu vencer a sua primeira partida e fazer o seu primeiro gol em 2020, ao vencer o Boavista por 1 a 0 neste sábado em Cariacica, no Espírito Santo. Mas isso não impediu o técnico Abel Braga de ser extremamente criticado pelos torcedores vascaínos presentes no estádio. Na coletiva depois da partida o técnico disse entender as críticas dos torcedores:

“O torcedor é soberano. Eles vieram incentivar em um jogo quase embaixo da água. Tem jogo que eles não gostam. Problema zero.” Disse Abel minimizando as cobranças do torcedor.

O técnico assumiu que o time ainda não está jogando o que ele espera, mas o mais importante foi o espírito de luta da equipe, que acreditou até os acréscimos e foi premiado com a primeira vitória do ano.

“Não foi do jeito que gostaríamos. Achamos que tínhamos que jogar melhor. Tivemos oportunidades no primeiro tempo e não fizemos. Fizemos no segundo. Isso prova que a equipe não desistiu.”

O Vasco volta a campo na quinta-feira para enfrentar o Cabofriense, em São Januário. Os jogadores voltarão ao treino na próxima terça e Abel espera ter força máxima para o próximo duelo.

América-MG confirma saída de Felipe Conceição para o RB Bragantino

Após surgir a notícia da saída do técnico Felipe Conceição do América-MG para o Red Bull Bragantino, o time mineiro, confirmou oficialmente que o treinador não comandará mais o Coelho em 2020, seguindo para a equipe paulista, onde disputará o Campeonato Paulista e Brasileirão.

-O América Futebol Clube informa que Felipe Conceição não é mais técnico do Clube. Neste sábado, Felipe comunicou à diretoria americana que aceitou uma proposta do Red Bull Bragantino-SP e pediu demissão. Como o contrato de Felipe Conceição está em vigor, a equipe paulista terá de arcar com a multa rescisória prevista no vínculo. Felipe chegou ao América em julho de 2018, como auxiliar técnico. Um ano depois, em julho de 2019, ele assumiu o comando da equipe. Foram 30 jogos, com 16 vitórias, nove empates e cinco derrotas-dizia o comunicado oficial do time mineiro.

Felipe Conceição ficará no lugar de Antônio Carlos Zago, que deixou o clube paulista para assumir o Kashima Antlers, do Japão, em janeiro. Antes de buscar o treinador americano, a equipe paulista tentou fechar com o português Carlos Carvalhal, que dirige o Rio Ave-POR.

O treinador, de 40 anos, vai encontrar uma equipe campeã da Série B de 2019 e que está com muita força no mercado de transferências de 2020, reforçando o elenco com jovens valores.

Desde 2018 no cargo, Felipe Conceição substituiu Maurício Barbieri, que fazia uma péssima campanha com o Coelho. O treinador iniciou uma incrível reação, tirando o América da lanterna da Série B para brigar pelo acesso até a última rodada.

A volta para a primeira divisão só não aconteceu porque no derradeiro jogo do campeonato, o América foi derrotado em casa para o São Bento. Mas, isso, não manchou a trajetória bem sucedida à frente do Coelho. O contrato de Felipe Conceição com o Red Bull Bragantino será por duas temporadas.

Raphael Rezende desaprova contratação de Pablo Marí pelo Arsenal: ‘Ele não cabe lá’

O Flamengo perdeu o zagueiro Pablo Marí para o Arsenal na noite de sexta-feira. O espanhol viajou para Londres e fechar sua ida para o clube. Mas nem todos aprovaram sua contratação.

Durante o ‘Troca de Passes’, o jornalista Raphael Rezende desaprovou a ida do espanhol de 26 anos, afirmando não compreender o motivo da contratação.

– Não entendo o Arsenal contratar Pablo Marí. Acho que não emplaca. O Marí não é melhor que os defensores que já estão lá. Ele não cabe lá, não -, afirmou.

A contratação de Marí foi um pedido do treinador Mikel Arteta, já que os dois trabalharam juntos nas categorias de base do Manchester City. Segundo o ‘Metro’, as cifras envolvidas chegam a 7 milhões de libras.

Por que executivas mulheres se divorciam mais

Avançar numa carreira bem-sucedida e manter um relacionamento romântico satisfatório é uma meta de vida para muitos de nós. Mas, mesmo nos países com maior igualdade de gênero, encontrar uma parceria que dure é mais difícil para mulheres que voam alto do que para homens.

Na Suécia, que ocupa o primeiro lugar no índice de igualdade de gênero na União Europeia graças a fatores como licença parental generosa, creche subsidiada e acordos de trabalho flexíveis, economistas estudaram como as promoções para os melhores empregos afetavam a probabilidade de divórcio para cada gênero. O resultado: as mulheres eram muito mais propensas a pagar um preço pessoal mais alto pelo sucesso na carreira.

Leia mais: Executiva mais bem paga do mundo nasceu homem

“A promoção a um emprego de cargo alto na política aumenta a taxa de divórcio de mulheres, mas não de homens, e as mulheres que se tornam CEOs se divorciam mais rapidamente do que homens que se tornam CEOs”, resume Johanna Rickne, professora da Universidade de Estocolmo e coautora da pesquisa, publicado no início deste mês no American Economic Journal.

O estudo, que analisou a vida de homens e mulheres heterossexuais que trabalham para empresas privadas com 100 ou mais funcionários, descobriu que as mulheres casadas tinham duas vezes mais chances de se divorciar três anos após sua promoção ao cargo de CEO em comparação com os homens. No setor público, usando três décadas de registros, prefeitas e parlamentares promovidas após uma eleição dobraram suas chances de se separar de seus parceiros; 75% delas ainda estavam casadas ​​oito anos depois, em comparação com 85% daquelas que não foram promovidos, enquanto não havia evidências de um efeito semelhante para os homens. Médicas, policiais e sacerdotes que progrediram em suas carreiras também seguiram a tendência.

Os autores observaram que, embora a maioria dos participantes do estudo tivesse filhos, a maioria já havia saído de casa quando os pais se divorciaram, portanto, os estressores do casamento no período que antecedeu essas separações não estavam relacionados a pressões mais generalizadas de ter filhos pequenos.

Rickne argumenta que, embora a Suécia tenha fornecido a legislação e as estruturas sociais para criar “a expectativa de que você não precisa escolher entre família e carreira”, a pesquisa revela que o que acontece às famílias quando as mulheres avançam na carreira é muitas vezes diferente.

Muitos casais passaram por “estresse e atrito” quando há mudanças na divisão de seus papeis econômicos e sociais, por exemplo, devido ao impacto na quantidade de tempo de lazer que podem passar juntos ou na maneira como dividem as tarefas domésticas. Mas isso, argumenta a equipe de pesquisa, é frequentemente amplificado quando é a mulher que é promovida, porque cria mais uma incompatibilidade de expectativas.

Embora a pesquisa de Rickne não tenha medido quem iniciou o divórcio em cada caso, uma teoria é que os maridos das que foram promovidas acharam mais difícil lidar com a situação do que as esposas que eram casadas com homens de alto desempenho. Ela ressalta que o mercado de casamento não acompanha o mercado de trabalho quando se trata de igualdade de gênero, uma vez que “ainda é bastante incomum os homens serem o principal cônjuge de apoio na carreira de outra pessoa”.

“Acho que essa mudança está muito distante”, acrescenta ela. A pesquisa de sua equipe, ela argumenta, pode, portanto, atuar como uma lição sobre o que está por vir para outros países que estão caminhando para economias mais igualitárias.

Uma preocupação comum

Para Charlotte Ljung, 39, CEO de um grupo de móveis e camas de luxo na Suécia, que também administra uma plataforma de aconselhamento online para pessoas que se divorciam, a pesquisa de Rickne reflete preocupações comuns em sua própria rede de mulheres de alto desempenho.

“A piada é ‘quanto melhor você for no trabalho, maior a probabilidade de se divorciar'”, ela ri.

Ela se divorciou enquanto seus dois filhos ainda eram pequenos e diz que, para ela, fazer malabarismos com a maternidade e um papel importante no trabalho era uma fonte de atrito no casamento. Mas Ljung acredita que “os aspectos práticos” de ser um CEO, como viagens frequentes, longas horas e as pressões de ter um alto perfil público muitas vezes podem causar dificuldades para os parceiros de gerentes seniores, mesmo que o casal não tenha filhos.

“É também a percepção de poder – quem veste as calças, que ganha mais dinheiro”, argumenta. “Os homens hoje acham isso intrigante no começo e querem ser vistos como disposto a apoiá-la e torcer por você – e acho que isso é uma coisa muito positiva – mas acho que alguns passos adiante, quando a realidade entra em ação, pode ser mais difícil para os homens lidar.”

Escolhendo o parceiro certo

Então, como as mulheres que buscam os melhores empregos podem mitigar suas chances de entrar em um relacionamento que se desestabiliza quando alcançam o topo de sua carreira?

Rickne ressalta que, mesmo em países igualitários como a Suécia, as mulheres ainda tendem a se casar com homens mais velhos, que costumam ter mais dinheiro do que elas, relembrando as narrativas tradicionais do “príncipe do conto de fadas” que “tentam nos ensinar a encontrar um marido bem-sucedido”.

“Mulheres de alto status e alta renda não se casam com um homem de baixa renda que quer ser marido e ficar em casa. Elas tendem a procurar um marido de renda ainda mais alta. Mas, pensando nas suas possibilidades no mercado de trabalho, isso pode não ser o ideal”, argumenta ela. “Talvez tente entrar em um relacionamento mais igualitário desde o início.”

Sua pesquisa na Suécia descobriu que os divórcios após as promoções eram mais prováveis ​​em casais em que a esposa era mais jovem que o marido por uma margem maior e aproveitava totalmente a licença parental (que, na Suécia, pode ser dividia entre os dois).

Casais que eram mais próximos e adotavam uma abordagem mais igualitária para cuidar dos filhos estavam menos propensos a se divorciar após a promoção de uma esposa. O artigo pede mais pesquisas para explorar as condições que podem incentivar as “mulheres a expandir seu conjunto de parceiros para se casar com alguém menos bem-sucedido e para os homens fazerem o oposto”.

Exemplos positivos

Charlotte Sundåker, 38, foi promovida a CEO interina de uma empresa global de educação em Estocolmo, dois anos depois de ter seu primeiro filho com seu parceiro de longa data, Christian Hagman, que tem 31 anos. Ela acredita que sua idade mais jovem desempenhou um papel positivo na sobrevivência de seu relacionamento. Havia “menos pressão para ele ter mais sucesso”, pois ele estava em uma fase diferente de sua carreira.

Sundåker o descreve como sendo “de outra geração, que tenta desafiar os velhos modos de ser homem”, o que o tornou mais favorável à sua carga de trabalho difícil. Mas ambos os parceiros argumentam que o principal motivo pelo qual permaneceram juntos foram conversas frequentes e honestas sobre os desafios que estavam enfrentando.

“No início, obviamente estava consumida por isso. Essa é a natureza de ser um CEO”, diz Hagman. “Fiquei um pouco triste por não me conectar com ela diariamente do ponto de vista do relacionamento… Mas ela me ouviu, e eu fiz o mesmo.”

O casal diz que ter uma perspectiva de longo prazo também foi essencial, com o entendimento de que Hagman gostaria de ter seu próprio período mais focado na carreira no futuro. Desde então, ele começou sua própria consultoria de design, enquanto Sundåker agora administra seu próprio negócio e dirige a Ownershift, um think tank sueco projetado para capacitar mais mulheres a fazer o mesmo.

A CEO divorciada Charlotte Ljung acredita que o aumento da conscientização sobre os desafios comuns enfrentados pelos casais depois que as mulheres são promovidas para empregos mais altos também pode melhorar as chances de sobrevivência no relacionamento, mesmo para aqueles que começam com papeis mais tradicionais de gênero.

“É preciso ter cuidado ao colocar um chapéu feminista e apontar os dedos, porque nada preparou os homens para essa mudança, praticamente”, diz ela. “Precisamos fornecer ferramentas melhores e aumentar a conscientização sobre o assunto, falando sobre isso. Do mesmo modo que retiramos o estigma associado à terapia na Suécia, existe algo semelhante que podemos fazer para ajudar os homens?”

Os benefícios do divórcio

Por outro lado, o divórcio nem sempre é uma coisa ruim. Molly Malm, advogada do escritório de advocacia sueco Lexly, destaca que a alta taxa geral de divórcios da Suécia em comparação com o resto da UE está ligada aos seus objetivos de igualdade de gênero. O alto nível de participação feminina na força de trabalho e uma norma de guarda compartilhada de filhos após uma separação facilita para os divorciados de todas as origens econômicas deixarem parcerias que não estão funcionando.

“Conseguir o divórcio nem sempre precisa ser o fim do mundo”, diz Malm, que ressalta que isso se normalizou na Escandinávia se casar várias vezes ou ter vários parceiros de longa data ao longo da vida. “A Suécia não é muito religiosa… Você se casa porque é romântico e divertido. Se não der certo, você sabe que pode pedir o divórcio.”

Os dados de Rickne sugerem que as mulheres que se divorciam após obter as melhores promoções têm menos probabilidade do que os homens de se casar novamente ou ter um relacionamento sério. Mas, com o trabalho dela, não é possível concluir se elas são mais felizes sem um parceiro ou se acharam mais difícil encontrar alguém novo em comparação com os colegas do sexo masculino. No entanto, uma consequência construtiva de altas taxas de divórcio, ela argumenta, é que ficou muito mais fácil para homens e mulheres na Suécia ocupar altos cargos nos negócios e na política sem um parceiro.

“Em outros lugares, se você está em campanha e deseja apelar aos eleitores, quase precisa ter um cônjuge ao seu lado. O mesmo pode acontecer com os CEOs – que o cônjuge se torna um ativo necessário no mundo do trabalho, mas na Suécia esse não é o caso”, diz Rickne.

“A sociedade aceitou mais o divórcio e pode ser positivo”, argumenta. “Se as mulheres mantiverem relações desiguais com um cônjuge que não apoiará sua carreira, o divórcio permitirá que continuem suas carreiras sozinhas e possivelmente procurem um novo parceiro. Não é necessariamente ideal ficar com a mesma pessoa a vida toda.”

Rodrigo Muniz, após primeiro gol como profissional do Flamengo: ‘Essa torcida é sacanagem’

A partida vencida pelo Flamengo por 3 a 2 sobre o Volta Redonda, neste sábado, no Maracanã, não foi emocionante só pelo gol aos 45 do segundo tempo. O atacante Rodrigo Muniz, autor do segundo tento do Rubro-Negro – o seu primeiro como profissional do clube -, também se emocionou pela marca alcançada. E aproveitou para exaltar a torcida.

> Confira a classificação do Campeonato Carioca

– Muita felicidade. Jogar no Flamengo é diferente. Essa torcida é sacanagem. Fico muito feliz em poder usar essa camisa – disse o atacante de 18 anos, na zona mista, após a partida no Maracanã.

A partida deste sábado também marcou a primeira vez em que Rodrigo foi titular como profissional do Flamengo. E ele falou sobre esta oportunidade que recebeu do técnico Maurício Souza.

– Para jogar no Flamengo você tem que estar preparado para tudo. Hoje você está no banco, amanhã você vai ter uma oportunidade. E tem que estar preparado para aproveitar.

Com a vitória neste sábado, o Flamengo chegou a sete pontos e assumiu a liderança do Grupo A da Taça Guanabara. Na próxima quarta-feira, às 20h30, o Rubro-Negro tem o clássico contra o Fluminense, no Maracanã.