Investindo no longo prazo: O que esperar para os próximos 5 anos na Bolsa e renda fixa?

“Entendemos que atualmente há um ambiente pró-reformas no Brasil”, diz a XP (Imagem: Pixabay)

A XP Investimentos realizou uma projeção para os investimentos em renda variável e renda fixa para os próximos cinco anos, mostra um relatório enviado a clientes nesta semana e assinado por Felipe Dexheimer, Nathália de Sá e Alexandra Bokel.

“Entendemos que atualmente há um ambiente pró-reformas no Brasil, que tende a fazer com que as engrenagens da economia deslizem com mais facilidade, trazendo crescimento e mais eficiência”, explicam.

Ainda assim, apontam os analistas, o País está longe de um ambiente político harmônico.

“O executivo federal e o congresso têm um diálogo truncado e existe muita resistência à agenda de reformas por grupos organizados e influentes”, avaliam.

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Veja, abaixo, as três projeções da corretora:

No cenário-base, a renda variável apresentaria um retorno de 10% ao ano.

Na visão pessimista, o baixo crescimento pode influenciar a população a procurar políticos populistas.

Já no otimista, os lucros das empresas cresceriam mais, e com taxas de juros mais baixas, haveria maiores ganhos nos papéis de renda fixa.

Justiça homologa recuperação judicial da Saraiva; Empresa tem 34 ações de despejo

A rede de livrarias ainda continua a apresentar prejuízos mensais (Imagem: Reprodução/Instagram Saraiva)

O plano de recuperação judicial da Saraiva (SLED3; SLED4) foi homologado nesta sexta-feira (27) pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, mostra um comunicado enviado ao mercado.

A rede de livrarias ainda continua a apresentar prejuízos mensais. Em julho, últimos dados disponíveis, o número chegou a R$ 17,2 milhões. Apesar disso, a margem bruta chegou a 33,7%, o que mostra um crescimento de 5,6 pontos percentuais. A redução das despesas operacionais ano contra ano foi de 31,9%.

A Saraiva ainda possui 74 lojas em funcionamento (até julho), mas possui 34 ações de despejo. Desde novembro do ano passado foram fechadas 30 unidades.

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Veja o plano de recuperação judicial:

Gol não espera que saída da Delta cause impacto financeiro significativo

GolSegundo a companhia aérea, o relacionamento gerou aproximadamente 0,3% da receita total (Imagem: Facebook oficial da Gol Linhas Aéreas)

A Gol (GOLL4) não espera que a saída da Delta de sua composição acionária e o final do “codeshare” – compartilhamento de voos – tenha um impacto financeiro significativo, mostra um comunicado enviado ao mercado nesta sexta-feira (27).

Segundo a companhia aérea, o relacionamento gerou aproximadamente 0,3% da receita total.

Com a notícia divulgada na noite de ontem, de que a Delta Air Lines irá comprar participação de 20% na chilena Latam Airlines por US$ 1,9 bilhão, além de vender a participação na Gol, as ações da companhia brasileira fecharam com forte queda de 6,51% na sessão de hoje.

Já as da Latam (), também na Nyse, somaram 31,08% a US$ 11,81.

A Gol finaliza o documento relatando que teve um forte ano, com a receita de passageiros subindo 37,9% na comparação anual, no segundo trimestre de 2019, “e está confiante sobre os resultados no final do ano”.

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Por que a Lava Jato agora quer que Lula deixe a cadeia?

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediu nesta sexta-feira (27) à Justiça que seja concedida a progressão de regime para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula está preso desde abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal no Paraná.

O pedido, com base em contagem de prazos e no bom comportamento do ex-presidente, foi remetido à juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais do Paraná, e será comunicado também ao relator dos casos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.

Mas por que os procuradores fizeram o pedido? E o que acontece a partir de agora? Lula pode ir para prisão domiciliar? Entenda a seguir.

Por que o MPF pediu a progressão de regime?

Na manifestação desta sexta-feira, os procuradores lembram que o ex-presidente está “na iminência de atender ao critério temporal” determinado pelo Artigo 112 da Lei de Execuções Penais.

Pela legislação, o preso que cumpriu um sexto da pena a que foi condenado e apresentou bom comportamento, entre outros critérios, tem direito a progredir para um regime menos rigoroso de prisão — no caso de Lula, deixar o regime fechado e ir para o semiaberto.

No texto, o Ministério Público Federal pede que “seja deferida a Luiz Inácio Lula da Silva a progressão ao regime semiaberto, na forma dos arts. 91 e seguinte da LEP, devendo ser observado pelo juízo o disposto na Súmula Vinculante nº 56”.

O que diz a súmula nº 56?

A súmula 56 é uma decisão do STF determinando, entre outras coisas, que o preso não pode ser mantido em um regime “mais gravoso” apenas pela falta de vagas em estabelecimentos onde cumpriria o regime mais brando.

“A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso”, diz o texto.

No caso de falta de vagas para cumprimento do semiaberto – regime em que o preso trabalha fora durante o dia e passa as noites recolhido à prisão – a saída pode ser a prisão domiciliar.

Lula pode ir para prisão domiciliar?

A súmula 56 determina que “havendo déficit de vagas, deverão ser determinados: (i) a saída antecipada de sentenciado no regime com falta de vagas; (ii) a liberdade eletronicamente monitorada ao sentenciado que sai antecipadamente ou é posto em prisão domiciliar por falta de vagas; (iii) o cumprimento de penas restritivas de direito e/ou estudo ao sentenciado que progride ao regime aberto. Até que sejam estruturadas as medidas alternativas propostas, poderá ser deferida a prisão domiciliar ao sentenciado”.

No Estado de São Paulo, por exemplo, há um déficit crônico de vagas para cumprimento do semiaberto.

À BBC News Brasil, no entanto, a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Paraná afirmou que essa decisão, se houver, caberá à juíza da Vara de Execuções Penais paranaense, Carolina Lebbos, que supervisiona o cumprimento da pena pelo ex-presidente.

Quem assina o pedido de progressão?

Todos os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba assinam o pedido: Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Antonio Carlos Welter, Orlando Martello, Paulo Galvão, Júlio Carlos Motta Noronha, Roberson Henrique Pozzobon, Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara, Laura Gonçalves Tessler, Athayde Ribeiro Costa, Jerusa Burmann Viecili, Marcelo Ribeiro de Oliveira, Felipe D’Élia Camargo, Antonio Augusto Teixeira Diniz e Alexandre Jabur.

A quantos anos Lula foi condenado?

O petista foi sentenciado, inicialmente, a nove anos e seis meses de prisão, em julgamento na 13ª Vara Federal de Curitiba – onde atuava o então juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.

Em segunda instância, o ex-presidente foi julgado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês.

No mês de abril deste ano, no entanto, o Superior Tribunal de Justiça apreciou um recurso da defesa de Lula e reduziu o tempo de condenação para 8 anos, 10 meses e 20 dias. É sobre esta base que é feito o cálculo temporal para determinar que ele tem direito a progredir para o semiaberto.

O que ainda vai ser julgado?

Entre os pedidos apresentados pela defesa de Lula e ainda não apreciados está o habeas corpus (HC) 164493, que questiona a imparcialidade de Moro quando era juiz e foi apresentado em novembro de 2018, meses antes do início da revelação dos diálogos entre Moro e procuradores da Lava Jato pelo site The Intercept Brasil, em 9 de junho.

Seu julgamento está interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes e ainda não há data para sua retomada.

Caso o recurso seja aceito pelo STF, pode levar a anulação de todos os atos processuais de Moro, quando era juiz, em processos e inquéritos contra Lula. Isso cancelaria a condenação de Lula no caso Tríplex do Guarujá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mesmo que a sentença já tenha sido confirma pelo STJ.

Também anularia a condenação de Lula no caso do Sítio de Atibaia pela juíza Gabriela Hardt, já que ela assumiu o caso em sua etapa final. O ex-presidente teria, então, direito a novos julgamento.

No pedido inicial, a defesa argumentou que o fato de Moro ter aceitado ser ministro do governo Jair Bolsonaro teria evidenciado seu interesse político ao condenar Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso Tríplex do Guarujá.

O petista acabou barrado da eleição presidencial do ano passado pela lei da Ficha Limpa, após o TRF-4 ter confirmado a condenação do petista por Moro.A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediu hoje à Justiça que seja concedida a progressão de regime para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Preso desde abril de 2018, Lula está recolhido à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Light irá emitir R$ 1 bilhão em debêntures

O conselho também aprovou o resgate antecipado de 35% dos bonds emitidos pelas suas controladas Light Sesa e Light Energia S.A  no montante equivalente a US$ 210 milhões (Imagem: Dado Galdieri/Bloomberg)

O conselho de administração da Light (LIGT3) aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, informou a empresa por meio de fato relevante divulgado nesta sexta-feira (27). O valor deverá ser utilizado para o refinanciamento de dívidas e o reforço de capital de giro.

Além disso, o conselho também aprovou o resgate antecipado de 35% dos bonds emitidos pelas suas controladas Light Sesa e Light Energia  no montante equivalente a US$ 210 milhões.

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“Essas operações complementam as atividades de liability management já realizadas pela companhia com recursos obtidos por meio de sua oferta de distribuição primária de ações concluída em 17 de julho de 2019”, comunicou a empresa.

O desespero que há por trás do transtorno depressivo

O desespero é o eco que emerge do vazio. É a raiva de perder a esperança, é a tristeza transformada no lamento de quem acredita ter perdido tudo e já não enxerga a luz no horizonte, nem significado em seu presente.

Poucos estados psicológicos podem ser tão perigosos como este cume no qual a pessoa já não sabe que caminho seguir ou quais desvios são corretos.

Sabemos que o desespero é uma experiência humana comum. Filósofos como Søren Kierkegaard falaram dele ao longo século, definindo-o como falta de espírito, de sentido e de desafio.

Jean-Paul Sartre, por sua vez, disse inclusive que há nesta dimensão uma frustrante incapacidade de seguir em frente, assim como há um negativismo quase covarde que, frequentemente, nos é empurrado pela sociedade.

Entretanto, a partir de um ponto de vista psicológico, ninguém se aprofundou e esmiuçou tão bem o desespero humano quanto Viktor Frankl.

O pai da logoterapia e sobrevivente de vários campos de concentração nazistas definiu este conceito através de duas ideias muito básicas: sofrimento e perda de sentido.

Estas experiências são, sem dúvida, as mais desoladoras para uma pessoa, mas ainda assim é possível sobre(viver) a elas. Todos nós podemos passar por elas e encarar a vida com novos e melhores recursos.

“O que costumamos chamar de desespero é apenas a nossa dolorosa fome de esperança”.
– George Eliot-

Jovem desesperado

Desespero psicológico, uma emoção angustiante

Se cada pessoa neste planeta fosse afastada de seus propósitos, de sua visão de si mesma e do significado que atribui a sua vida, nós as levaríamos ao desespero mais absoluto.

Assim, embora frequentemente definamos esta dimensão como uma mistura de tristeza e falta de esperança, cabe sinalizar que há algo mais profundo.

É vazio e também é cair em um estado mental no qual nós não deixamos de fazer perguntas sem respostas a nós mesmos. É comum, de fato, que surjam questões do tipo: que sentido a vida tem? O que eu estou fazendo neste mundo? O que eu posso fazer agora, nesta situação, quando nada faz sentido?

Este tipo de pergunta só alimenta o ciclo de desespero, criando um buraco de escuro psicológico no qual a pessoa fica presa.

Desespero alimentado pela ansiedade

Pesquisas como a realizada pelo dr. Martin Bürgy, da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, sinalizam que o desespero foi até pouco tempo um fenômeno psicopatologicamente descuidado por parte dos cientistas.

De alguma forma, deixávamos o desespero nas mãos do universo filosófico quando, na verdade, ele se relaciona melhor com problemas existenciais.

No entanto, a psicologia cognitiva tem consciência de que este conceito tem uma grande transcendência clínica. O desespero pode aparecer de forma pontual em nossas vidas.

Podemos senti-lo quando, em um determinado momento, tudo parece dar errado em nossas vidas e nos sentimos bloqueados e até mesmo perdidos temporariamente. No entanto, em outros casos, a situação se complica um pouco mais.

Acontece quando caímos em ciclos de pensamentos ruminantes e obsessivos nos quais alimentamos a negatividade e o desamparo. Adiciona-se a estes pensamentos negativos um complexo emaranhado de emoções como a tristeza, a angústia, a raiva, a frustração, etc.

Assim, é muito comum que, no início, o desespero surja como resultado da própria ansiedade. Entretanto, se esta situação se mantiver no tempo, a pessoa acabará desenvolvendo, inevitavelmente, um transtorno depressivo.

Homem enfrentando momento de desespero

O desespero nos obriga a enfrentar a nós mesmos

O desespero levado ao seu extremo acaba gerando ideias extremas na mente da pessoa. A idealização suicida é o resultado dessa perda total de sentido e esperança, sem dúvida a parte mais perigosa do desespero. Por isso, é crucial dispor de ajuda psicológica.

Sendo assim, é comum que o desespero seja um elemento quase sempre presente na depressão maior e até mesmo no transtorno bipolar. São situações muito delicadas que exigem um tratamento farmacológico junto com a terapia psicológica.

Entretanto, assim como sinalizamos no início, estas realidades podem ser superadas com ajuda especializada e com um compromisso.

Para isso, é recomendável refletir sobre algumas questões.

A raiva que habita o desespero pode nos ajudar

A raiva continua sendo uma emoção desconhecida. É energética, poderosa, reivindicativa e transformadora se a canalizarmos bem.

  • O desespero é feito da raiva de quem não vê sentido em nada. Há um sentimento de raiva com o mundo e também consigo próprio. E isso, embora nos surpreenda, é bom. Porque o mais perigoso é a apatia, a imobilidade, não sentir nada, experimentar um vazio e não se importar.
  • Porém, se colocarmos a raiva a nosso favor e gerarmos mudanças, as coisas podem encontrar, pouco a pouco, um novo equilíbrio. Só é preciso canalizar a energia de forma que o potencial positivo caia sobre a realidade.

Homem sem saber o que fazer

Cara a cara com si mesmo para começar de novo

Há quem diga que o desespero é a prisão do nosso pior “eu”. É o nosso lado mais obscuro, que nos quer fracos e perdidos. Carl Jung dizia que o propósito da terapia psicológica é a transformação e, acima de tudo, alcançar uma individualidade na qual a pessoa encontre seu próprio sentido de vida.

Portanto, é nossa obrigação aceitar essa “sombra” da qual Jung falava para sermos capazes de, depois, transcendê-la. Para sermos capazes de alcançar o lado mais iluminado e forte para encontrar de novo a esperança e a segurança.

Precisamos ter consciência de que essa é uma viagem cheia de dificuldades, mas que, sem dúvidas, é um caminho que vale a pena iniciar para deixar o sofrimento para trás.

O mercado de ações vive um milagre irracional

Wall Street“Permanecemos irracionalmente otimistas em 2019”, aponta o banco no documento (Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

O mundo está de ponta cabeça, mas os mercados de ações em todo o planeta parecem assumir um otimismo irracional e sem fundamentos na realidade, chama a atenção um relatório do Bank of America Merrill Lynch enviado a clientes nesta sexta-feira (27) e obtido pelo Money Times.

Os números: ações globais subiram 16,9%, commodities 12,1%, títulos corporativos 10,1%, títulos corporativos com grau de investimento 9,3%, títulos de governos 6,3% e dólar 3%.

“Permanecemos irracionalmente otimistas em 2019”, aponta o banco no documento.

Presidente dos Estados Unidos Donald TrumpDonald Trump protagoniza uma guerra comercial com a China e passa por um processo de impeachment (Imagem: Reuters/Leah Millis)

O Merrill Lynch lembra alguns pontos que corroboram a visão de que Wall Street está presenciando um milagre:

1 – Inversão da curva de juros

2 – Guerra comercial entre os EUA e a China

3 – Recessão na Alemanha

4 – Colapso na produção industrial chinesa

5 – Contração dos lucros em escala global

6 – Disparada dos preços do petróleo

7 – Brexit

8 – Abertura de processo de impeachment de Donald Trump

9 – Calote da Argentina

10 – Rebaixamento do rating da Ford

11 – Falência da Thomas Cook

“E ainda assim os ativos de risco estão perto dos níveis mais altos já atingidos e as ações nos EUA estão a caminho de terminar o ano com alta de 30%”, relata o Merrill Lynch.

“O  alcançou seu maior ganho diário em duas semanas na quarta-feira, levando-o de volta ao seu recorde, com os investidores parecendo imperturbáveis ​​com a mais recente incerteza na frente comercial EUA-China, temores de desaceleração global e preocupações geopolíticas no Oriente Médio, à medida que as tensões entre os EUA, a Arábia Saudita e o Irã permanecem elevadas”, corrobora o colunista da Investing.com, Jesse Cohen.

Já para 2020 a visão do banco é “racionalmente pessimista”.

Indicador Bull & Bear do BofA ML

Fonte: BofA Merrill Lynch Global Investment Strategy

Por aqui, a sensação de que a Bolsa está descolada da realidade também existe. O Ibovespa acumula uma variação de quase 20% em 2019.

“Nunca o cenário foi tão favorável à entrada de recursos externos em nossa Bolsa. Os investidores internacionais estão pouco se lixando se Eduardo Bolsonaro será ou não o próximo embaixador do Brasil em Washington, se os ministros Lewandowski e Gilmar Mendes vão melar a Lava-Jato, se os deputados aprovaram a volta do caixa 2 nas campanhas eleitorais, se Lula será solto ou continuará em cana e se o Coaf vai perder seus poderes”, lembra Ivan Sant’Anna, autor das newsletters de investimentos Warm Up e Os Mercadores da Noite da Inversa Publicações.

O especialista destaca que “trilhões e mais trilhões estão dando sopa por aí” e é só assobiar da maneira correta que eles virão correndo e abanando o rabo.

Mercados Ibovespa 4O Ibovespa já subiu aproximadamente 20% em 2019 (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Para José Castro, especialista em ações da Inversa Publicações, o principal índice da Bolsa brasileira está, de forma gradual, consolidando o movimento ascendente em busca do topo histórico (106.650).

“O momento continua positivo, porém correções naturais podem acontecer antes de atingir novos recordes”, pondera.

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Presos devem cumprir progressão de pena, afirma advogada

O ex-presidente Lula pode ser obrigado a mudar para o regime semiaberto, após pedido da força-tarefa da Operação Lava Jato feito nesta sexta-feira (27), à juíza da Vara de Execuções Penais do Paraná, Carolina Lebbos.

Os presos são obrigados a cumprir decisão da Justiça sobre progressão de pena. A advogada constitucionalista Vera Chemim explica que, em tese, o detento que tenha esse direito deve mudar de regime. Mas a defesa pode entrar com um pedido e convencer o juiz do contrário.

“A rigor, o ex-presidente Lula deverá ir para o regime semiaberto após pedido do Ministério Público Federal. Mas vai depender da defesa e do juiz. Caso a defesa entre com uma petição argumentando algo que possa convencer o juiz, até é possível que ele fique na cadeia, se é isso que ele preferir”, afirma a advogada constitucionalista.

Inicialmente, a defesa de Lula não queria progredir com argumento de que prefere provar a inocência ou sair com suposta absolvição. “O ex-presidente Lula deve ter sua liberdade plena restabelecida porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo e corrompido por flagrantes nulidades”, afirma o advogado Cristiano Zanin Martins, em nota.

“Sem prejuízo disso, conversaremos novamente com Lula na próxima segunda-feira sobre o direito em questão para que ele tome a sua decisão sobre o assunto”, diz a defesa.

O pedido da força-tarefa da Lava Jato no Paraná foi feito um dia após o Supremo Tribunal Federal formar maioria no caso da condenação do ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira. A decisão pode se tornar jurisprudência e levar ao cancelamento de outras sentenças, como a de Lula.

Grupo de Lima e EUA boicotam discurso da Venezuela na ONU

As delegações de Brasil, Estados Unidos e outros integrantes do Grupo de Lima deixaram a Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (27) durante o discurso da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Quando chegou a vez de Rodríguez subir à tribuna para discursar, as delegações de Brasil, Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru se retiraram da sala como forma de protesto.

Os governos desses países não reconhecem o governo de Nicolás Maduro e apoiam o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Juan Guaidó.

Fontes diplomáticas afirmaram à Agência Efe que as delegações de outros países, como Equador, El Salvador e Japão, também deixaram a sala no início do discurso da vice-presidente da Venezuela. Os países da União Europeia (UE) se mantiveram no local, mas retiraram integrantes do alto escalão de suas equipes do plenário.

Caso repetido

Esta não é a primeira vez que representantes do governo chavista são boicotados na ONU.

Em abril, os países do Grupo de Lima também deixaram o plenário da sede das Nações Unidas enquanto o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, discursava na Assembleia Geral. O protesto se repetiu em inúmeras oportunidades durante reuniões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra.

Os mais de 50 países que reconhecem Guaidó como presidente interino da Venezuela consideram que o país deve ser representado por delegados da oposição nas organizações internacionais, e não por aliados de Maduro.

No entanto, em dezembro do ano passado, a Assembleia Geral da ONU aprovou as credenciais dos diplomatas chavistas para participar da atual edição do evento. Por isso, a delegação oficial da Venezuela é composta por integrantes do governo.

Isso não impediu, porém, que Guaidó enviasse uma comitiva a Nova York nesta semana. Os representantes opositores, porém, tiveram que ser credenciados nas delegações de outros países, entre eles o Brasil.

Modelo genético da psicanálise

Graças a vários autores, hoje vemos a personalidade de uma forma distinta. Sigmund Freud, pai da psicanálise, foi um deles. Com sua inteligente forma de ver a psique humana, encontrou novas respostas para os nossos comportamentos, construindo teorias que pareciam impensáveis para a época. Uma delas é o modelo genético da psicanálise, que vamos abordar neste artigo.

O estudo da sexualidade e do inconsciente certamente não tiveram origem exclusivamente em Freud. No entanto, foi ele que divulgou esses aspectos do ser humano a partir de uma perspectiva distinta: a psicodinâmica.

Suas teorias, seus estudos, sua prática clínica e suas publicações representaram uma verdadeira revolução. Suas aproximações à sexualidade deram muito o que falar. Elas iam muito além do pensamento da época, levantando questões tão polêmicas quanto a sexualidade nas crianças.

“As primeiras noções de sexualidade aparecem no lactente”.
-Sigmund Freud-

Rosto de Sigmund Freud

Origens do modelo genético da psicanálise

A psicanálise conta com vários conceitos que são complexos devido às raízes vinculadas a outros conceitos: é difícil isolar uma definição sem ter que dar outra.

Isso se deve ao fato de que elas se complementam e de que estão em constante movimento. Por isso, não podemos dizer que o modelo genético da psicanálise conta com uma origem exclusiva.

Na verdade, trata-se de uma disposição teórica que nasce de todas as explorações prévias feitas por Freud. Isso inclui tanto seus estudos e pesquisas quanto sua aprendizagem em vários hospitais e seu exercício clínico com muitos pacientes.

Se fizermos um esforço para estabelecer uma origem mais específica, podemos dizer que essa teoria começa a se consolidar com seu livro Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. É um livro que nos aproxima da compreensão da sexualidade humana a partir de uma perspectiva psicanalítica.

Do que trata o modelo genético da psicanálise?

Freud propôs diferentes modelos para compreender a personalidade. O modelo genético é um deles. Os demais são: topográfico, dinâmico, econômico e estrutural.

Em específico, o modelo genético dá ênfase à busca de gratificação com a estimulação das diferentes zonas erógenas. Compreenderia todo o nosso ciclo de vida, portanto a infância também estaria incluída.

No entanto, dependendo da gratificação, vamos desenvolver diferentes tipos de personalidade. Então, se houver frustração, a personalidade será distinta de quando a gratificação é excessiva.

Dessa maneira, cada ser humano será singular para a psicanálise, porque vai contar com um desenvolvimento distinto.

Etapas do desenvolvimento psicossexual da psicanálise

O modelo genético da psicanálise compreende diferentes etapas. Cada uma vai ter uma zona erógena, uma fixação e uma frustração repentina. Vamos analisar cada uma das fases da também chamada teoria do desenvolvimento psicossexual:

  • Etapa oral. Acontece entre 0 e 18 meses. Sua zona erógena é a boca. A satisfação estará no uso da boca, por exemplo, ao beijar, chupar, morder e comer. Divide-se em duas: fase oral passiva, na qual a sucção é o que dá prazer, e fase oral ativa, que surge com o aparecimento dos dentes e se caracteriza por morder. A fixação nessa fase dá lugar a uma personalidade receptiva, na qual o foco do prazer vai continuar sendo oral, por exemplo, fumar. A frustração repentina, em contrapartida, dá lugar a uma personalidade agressiva, que busca o prazer de forma hostil.
  • Fase anal. Compreende entre os 18 meses até os 4 anos, aproximadamente. O centro do prazer é o ânus, relacionado com as ações de expulsar e reter. Ocorre uma fase anal sádica, que se caracteriza pela expulsão das fezes e pode ser relacionada com uma fixação em que há o desperdício de dinheiro, e uma fase anal passiva ou retentiva, caracterizada pelo controle de esfíncteres, que pode estimular um indivíduo com inclinação à mesquinhez como método para manter o controle.
  • Etapa fálica. Ocorre entre os 4 e os 7 anos, aproximadamente. A zona erógena são os genitais. Nessa fase, a curiosidade da criança pelo seu corpo aumenta. Por isso, a masturbação é frequente. Também surgem a angústia pela diferença de sexo e uma identificação com o pai ou com a mãe. Além disso, acontece a resolução do complexo de Édipo, um processo que vai reestruturar a nossa personalidade. Pode-se verificar Édipo positivo, em que a criança sentirá atração pelo progenitor do sexo oposto e ódio e rivalidade pelo do mesmo sexo; ou Édipo negativo, quando há atração pelo progenitor do mesmo sexo e rejeição pelo do sexo oposto.
  • Fase de latência. Ocorre entre os 7 e os 12 anos, aproximadamente. Aqui, a pulsão sexual se mantém reprimida para que o indivíduo realize uma integração com o meio e para que a aprendizagem seja facilitada. Nessa fase, a personalidade ganha forma. Também é uma fase caracterizada pela brincadeira das crianças com pares do mesmo sexo.
  • Etapa genital. Verifica-se a partir dos 12 anos em diante, aproximadamente, e a zona erógena são os genitais. Aqui a identidade sexual é reafirmada. Além disso, reaparecem fantasias edípicas. Há a pulsão sexual na adolescência que se direciona mais às relações sexuais.

Modelo genético da psicanálise

O desenvolvimento psicossexual é um processo dinâmico. Por isso, as fases coexistem sem rigidez. Além disso, dependendo de como ocorrer o processo, podem se manifestar diferentes transtornos.

Como pudemos ver, o modelo genético de Freud nos oferece uma teoria original sobre a personalidade do indivíduo, levando em consideração a sexualidade. Uma perspectiva revolucionária para a época que continua sendo polêmica na atualidade.