África do Sul anuncia alívio em isolamento a partir de junho

A África do Sul vai flexibilizar ainda mais as restrições de isolamento por causa do coronavírus a partir de 1º de junho, disse o presidente Cyril Ramaphosa neste domingo (24), permitindo que grandes áreas da economia retornem à capacidade total.

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“O gabinete determinou que o nível de alerta para todo o país deve ser reduzido do nível quatro para o nível três”, declarou ele em um discurso transmitido pela televisão, descrevendo a medida como uma mudança significativa na abordagem da pandemia.

Argentina estende bloqueio obrigatório para Buenos Aires

O presidente Alberto Fernández anunciou no sábado (22) que o bloqueio obrigatório foi estendido em Buenos Aires. A medida que tenta conter a propagação da covid-19 terminaria neste domingo (24).

O bloqueio no país está em vigor desde 20 de março. Ao longo dos meses, autoridades relaxaram algumas restrições nas cidades argentinas. Entretanto, devido o aumento de número de casos de covid-19, a capital tem a medida estendida até o dia 7 de junho.

Ontem, a Argentina bateu recorde de novos casos em 24 horas, ultrapassando a marca de 10 mil pessoas infectadas desde o início da pandemia no país. Foi o quarto dia consecutivo de registro de recorde diário.

Buenos Aires é a região argentina mais preocupante, no momento.

Premiê britânico planeja retorno de alguns alunos à escola primária 

Alguns alunos britânicos voltarão à escola primária em 1º de junho, no momento em que o governo busca afrouxar as medidas de isolamento impostas para impedir a propagação do coronavírus, disse o primeiro-ministro, Boris Johnson, neste domingo (24).

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“Dissemos que começaríamos (com) os primeiros anos, do primeiro ano e do sexto ano. Hoje anuncio que é nossa intenção prosseguir com o planejado em 1º de junho”, afirmou Johnson em entrevista coletiva.

Itália tem menor número de novos casos de covid-19 dos últimos 6 dias

A Itália registrou neste domingo (24) 531 casos a mais de infecção pelo novo coronavírus, a quantidade mais baixa dos últimos seis dias, segundo dados divulgados pela agência de Defesa Civil do país. Os dados também mostram uma redução de pessoas atualmente contaminadas. Além disso, nas últimas 24 horas, foram notificadas 50 mortes no território.

De ontem (23) para hoje, não há dados sobre casos e óbitos da Lombardia, a mais afetada na Itália durante toda a pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. De acordo com as autoridades locais, no entanto, não houve falecimentos a mais na região.

Atualmente, são 56.594 casos considerados ativos, ou seja, de pessoas atualmente infectadas. Isso significa que são 1.158 registros a menos do que na véspera, o que indica um alívio na pressão nos hospitais, que ficaram à beira do colapso.

Deste grupo, 84% está isolado em casa, com sintomas leves ou assintomáticos. Além disso, 8.613 estão hospitalizados, sendo que 553 estão internados em UTIs (unidades de terapia intensiva), 19 a menos que ontem.

Nesse contexto, a Itália segue em processo de relaxamento das restrições sociais e econômicas, já que desde 10 de março iniciou a possibilidade da população se movimentar pelas regiões que vivem.

Desde segunda-feira (18), bares e restaurantes estão abertos, e a população pode circular livremente dentro da própria região (equivalente aos estados). Antes, a movimentação era limitada ao trabalho, compra de itens essenciais, visita à parentes e prática de esportes.

Espanha tem alta de mortes por covid-19 nas últimas 24 horas

O Ministério da Saúde da Espanha divulgou neste domingo (24) que foram registradas 70 mortes em decorrência da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, o que representa alta na comparação com a véspera, em que o acréscimo foi de 48.

Apesar do aumento, pelo oitavo dia consecutivo o número de falecimentos no país fica abaixo de 100. No total, 28.740 pessoas perderam a vida desde o início da pandemia.

Ainda de acordo com as autoridades locais, o número de novos casos de infecção foi de 246 – 115 a menos que ontem (23) -, elevando a quantidade na Espanha para 235.772.

De ontem para hoje, a maior quantidade de mortes registradas foi na Catalunha, com 31 óbitod, seguida por Madri, com 21.

Hoje, o ministro da Saúde, Salvador Illa, garantiu a fixação do prazo de 14 dias para que todo o território do país entre em uma próxima fase de relaxamento de medidas, mas que esse período pode ser encurtado, diante dos índices de contágio.

Nesta segunda-feira (25), as cidades de Madri e Barcelona são duas que entrarão na primeira etapa, com a reabertura dos pequenos estabelecimentos comerciais, permissão para reuniões familiares e de amigos, com até dez pessoas, além de autorização de presença de pessoas em varandas de restaurantes e bares.

Além disso, hotéis poderão funcionar, sem que as áreas de convivência sejam abertas.

No restante do país, 22 milhões de pessoas vão para a fase dois, o que significa poder servir comida dentro de restaurantes e bares, que terão limitação de capacidade, volta ao funcionamento de shoppings, também com público reduzido, e ampliação do número de pessoas em locais de celebração religiosa.

Farmacêutica diz que Reino Unido pode ter vacina em setembro

O CEO da companhia farmacêutica AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou neste domingo (24), em entrevista à emissora “BBC”, que a população do Reino Unido pode ter acesso à vacina contra o novo coronavírus em setembro deste ano, se os testes forem bem-sucedidos.

A empresa, que tem sede em Cambridge, trabalha junto com especialistas das Universidade de Oxford, com o objetivo de desenvolver e distribuir em massa o medicamento.

“Recebemos um pedido do governo britânico para oferecer 100 milhões de doses”, explicou.

Soriot, contudo, admitiu que o prazo estipulado para dezembro depende do trabalho dos pesquisadores. “A vacina tem que funcionar, e essa é uma questão. A outra é que, se funciona, teremos que demonstrar isso”, disse.

Segundo o CEO da AstraZeneca, é preciso que a vacina faça a doença desaparecer totalmente do organismo, para que seja provada a eficácia.

EUA podem proibir viagens do Brasil por causa da pandemia

Os Estados Unidos provavelmente vão impor restrições de viagem ao Brasil neste domingo (24), disse o consultor de segurança nacional da Casa Branca, dois dias após o país sul-americano se tornar o número 2 do mundo em casos de coronavírus.

O conselheiro de segurança nacional, Robert O’Brien, disse ao programa ‘Face the Nation’ da rede CBS acreditar que haverá uma decisão neste domingo sobre suspender a entrada de viajantes que chegam do Brasil.

“Esperamos que seja temporário, mas, devido à situação no Brasil, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger o povo americano”, disse O’Brien.

O Brasil se tornou o número 2 do mundo em casos de coronavírus na sexta-feira (22), perdendo apenas para os Estados Unidos, e agora tem mais de 347.000 pessoas infectadas pelo vírus, informou o Ministério da Saúde.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira (19) que estava considerando impor uma proibição de viagens para passageiros provenientes do Brasil.

“Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo. Também não quero que as pessoas fiquem doentes por lá. Estamos ajudando o Brasil com respiradores. O Brasil está tendo problemas, não há dúvida sobre isso”, acrescentou Trump a repórteres na Casa Branca.

O’Brien disse que os Estados Unidos analisarão as restrições para outros países do hemisfério sul, país a país.

Trump suspendeu a entrada da maioria dos viajantes da China, onde o surto começou, em janeiro. No início de março, ele impôs restrições de viagem a pessoas vindas da Europa.

Julgamento do primeiro-ministro de Israel começa neste domingo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (24), minutos antes de se sentar no banco dos réu do julgamento em que é acusado de corrupção, que o processo aberto contra ele é uma tentativa de derrubar o governo.

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“O que estão julgando hoje é um esforço para frustrar a vontade do povo, para derrotar a mim e ao campo da direita”, garantiu o premiê, que acusou a esquerda de intenções golpistas.

De acordo com Netanyahu, promotores, policiais e imprensa se uniram para “fabricar acusações falsas”, que acabaram levando ao julgamento que terá início neste domingo.

“Não há limites”, disparou o primeiro-ministro, que aproveitou para agradecer os apoios que recebeu.

Hoje, Netanyahu chegou ao tribunal acompanhado de ministros do governo que lidera e deputados do Likud, partido que integra. O premiê cobrou que o julgamento seja transmitido ao vivo, para que a população se informe diretamente sobre a situação.

“Querem me gravar na corte como parte da propaganda deles, mas eu quero que as pessoas vejam as imagens integrais, não através dos jornalistas, para que saibam de tudo”, garantiu.

Netanyahu é acusado dos crimes de suborno, fraude e abuso de poder, em casos que é apontado como recebedor de presentes em toca de favores políticos e acordos para que a cobertura da imprensa sobre atos dele e da família fossem positivos.

Coronavírus: Casal vive lua de mel sem fim durante pandemia

Tudo começou com um casamento na capital egípcia, Cairo, em 6 de março. Oito anos após o primeiro encontro, Khaled, 36, e Peri, 35, casaram-se em uma cerimônia com familiares e amigos.

Alguns dias depois, o casal que vive em Dubai viajou para a cidade mexicana de Cancún em lua de mel, em meio a uma preocupação global: o novo coronavírus parecia naquele momento uma preocupação distante, ainda que já tivesse se espalhando pelo mundo.

Ainda que tenha passado a evitar aglomerações, o casal não esperava que a pandemia fosse afetar seus planos. Mas quando voltavam para casa via Turquia, Dubai passou a restringir o retorno de expatriados.

Em entrevista à BBC, Peri conta que eles começaram a receber mensagens durante o o voo de pessoas perguntando se iam conseguir chegar a Dubai por causa da nova lei. Como já estavam no ar, eles imaginaram que seriam autorizados a viajar. Mas eles não puderam embarcar na conexão em Istambul.

Próximo destino

As novas regras entraram em vigor quando eles deixavam o México. Já na Turquia, eles ficaram dois dias presos no aeroporto e não tinham acesso a lojas ou puderam pegar as malas porque estavam sem a passagem da viagem.

Decidiram então pesquisar na internet quais países permitiriam a entrada de egípcios sem necessidade de visto. Havia uma opção: as Maldivas.

O conjunto de ilhas com praias paradisíacas até havia sido considerado pelo casal como destino da lua de mel em vez do México.

Depois do alívio de conseguir passar pela imigração e de ter acesso às malas, eles passaram a enfrentar novos obstáculos. Não haviam levado computadores e não poderiam trabalhar à distância, se fosse necessário.

Ao chegar no resort em uma das ilhas, o casal percebeu que estava entre os poucos hóspedes ali, e a maioria aguardava voos para voltar para casa.

Quando esses hóspedes foram embora, o hotel fechou e o casal egípcio foi transferido para outra ilha, onde a mesma coisa aconteceu novamente.

Eles passaram o último mês em uma estrutura especial de isolamento montada em um resort da ilha de Olhuveli.

Eles dizem estar agradecidos às autoridades locais, que cobram taxas bastante reduzidas, e à equipe de funcionários do resort.

“Eles estão se esforçando para melhorar a experiência. Então, um DJ toca todos os dias à noite, mas eu me sinto mal porque ninguém está dançando”, conta Khaled.

Há quase 70 pessoas no resort, a maioria casais em lua de mel. Khaled e Peri contam que estão trabalhando remotamente com um conexão precária e pouco saem porque esta é a época das chuvas de monções, além do jejum em razão do Ramadã.

Não há previsão de retorno, e ir para o Egito demandaria ficar 14 dias em isolamento numa estrutura montada pelo governo egípcio. E mesmo assim não poderiam ir para Dubai porque ainda não receberam resposta para o pedido de retorno. Tampouco há voos.

“Há um novo estresse cada vez que lemos que as companhias aéreas vão adiar de novo o reinício das operações”, conta Peri.

Questionados sobre os custos da viagem, o casal disse que “prefere não fazer contas nesse momento porque não se sabe quando isso vai acabar” e que sabe que a situação deles está longe das dificuldades que milhões de pessoas vêm enfrentando por causa da pandemia.

“Todas as vezes que dizemos para as pessoas que estamos presos nas Maldivas elas riem e dizem que ‘essa não é a pior situação, gostaríamos de estar em seu lugar’. “Não tem sido fácil ou alegre, é exaustivo. Poder estar em casa com minha família é a coisa que eu mais desejo.”

China diz que EUA deveriam se unir ao país no combate à pandemia

O principal diplomata do governo chinês, Wang Yi, disse neste domingo (24) que ao invés dos Estados Unidos atacar a China e espalhar mentiras, o países deveriam trabalhar juntos para combater o novo coronavírus.

Os laços sino-americanos foram afetados desde o surto da covid-19, com as administrações do presidente Donald Trump e do presidente Xi Jinping trocando repetidamente discussões sobre questões relacionadas à pandemia, especialmente acusações dos EUA de encobrimento e falta de transparência.

As duas principais economias também entraram em conflito em razão de assuntos como Hong Kong, direitos humanos, comércio e apoio dos EUA a Taiwan, reivindicada pelos chineses.

Durante entrevista coletiva anual à margem do parlamento da China, Wang expressou suas mais sinceras condolências aos Estados Unidos pela pandemia, onde se espera que o número de mortos ultrapasse 100.000 nos próximos dias, o maior número de qualquer país.

“Lamentavelmente, além do enfurecido coronavírus, um vírus político também está se espalhando nos Estados Unidos. Esse vírus político está aproveitando todas as oportunidades para atacar e difamar a China”, disse Wang, que também é ministro das Relações Exteriores da China.

“Alguns políticos ignoraram os fatos mais básicos e inventaram muitas mentiras sobre a China e planejaram muitas conspirações”, acrescentou.

“Quero dizer aqui: não perca mais tempo precioso e não ignore vidas”, disse. “O que a China e os Estados Unidos mais precisam fazer é primeiro aprender um com o outro e compartilhar sua experiência na luta contra a epidemia, e ajudar cada país a combatê-la.”

A China e os Estados Unidos também precisam começar a coordenar políticas macro para suas respectivas economias, bem como para a economia mundial, acrescentou.

A China continua preparada para trabalhar com os Estados Unidos no espírito de cooperação e respeito mútuo, disse Wang, quando perguntado se as relações sino-americanas piorariam ainda mais.

“A China sempre defendeu que, como maior país em desenvolvimento do mundo e maior país desenvolvido, nós dois temos uma grande responsabilidade pela paz e pelo desenvolvimento mundial”, falou. “China e Estados Unidos devem ganhar com a cooperação e perder com o confronto.”