Coronavírus: a corrida para encontrar animal que foi origem do surto

Em algum lugar da China, um morcego voa deixando para trás um rastro de coronavírus em seus excrementos, que caem em meio à vegetação de uma floresta.

Um animal silvestre, possivelmente um pangolim à procura de insetos para comer, faz contato com os excrementos… e com o vírus.

Eventualmente, um deles é capturado, entra em contato com seres humanos e, de alguma forma, acaba infectando alguém.

Este indivíduo, por sua vez, transmite o vírus a seus colegas no mercado, onde outros animais silvestres são vendidos.

E assim pode ter nascido o surto global do novo coronavírus (Covid-19) que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), tem potencial de “pandemia”.

Os cientistas estão tentando comprovar este cenário e tentam encontrar animais selvagens com o vírus.

Desvendar a sequência de eventos é um “trabalho de detetive”, diz à BBC o professor Andrew Cunningham, da Zoological Society of London, no Reino Unido.

Uma grande variedade de animais pode ter servido como “hospedeiro” do vírus, especialmente o morcego, conhecido por ser portador de um número considerável de coronavírus diferentes.

O vírus já infectou mais de 80 mil pessoas em quase 40 países, provocando 2.762 mortes ao redor do mundo (mais de 95% na China). No Brasil, um paciente recebeu um diagnóstico preliminar da doença.

Mas o que sabemos sobre a “transmissão indireta”, como é chamada no mundo científico a transmissão do vírus de um ser vivo para outro?

Quando os cientistas conseguiram decifrar o código genético do novo coronavírus, após coletar uma amostra de um paciente infectado, os morcegos se tornaram os principais suspeitos.

Estes mamíferos vivem em enormes colônias, voam longas distâncias e estão presentes em quase todos os continentes.

E o mais curioso: eles não costumam ficar muito doentes, mas têm a capacidade de espalhar patógenos a uma grande distância e de forma bem ampla.

Segundo a professora Kate Jones, da University College London (UCL), no Reino Unido, há evidências de que os morcegos se adaptaram à alta demanda de energia de seus voos e aprimoraram sua capacidade de reparar danos em seu DNA.

“Isso poderia permitir a eles lidar com uma carga maior de vírus antes de ficarem doentes, mas essa é hoje apenas uma hipótese”, observa Jones.

Não há dúvida de que o comportamento dos morcegos ajudou a espalhar o vírus.

“Se considerarmos a forma como vivem, é natural que tenham uma grande variedade de vírus. E como são mamíferos, existe a possibilidade de que alguns deles possam infectar humanos diretamente ou por meio de uma espécie de hospedeiro intermediário”, acrescenta o professor Jonathan Ball, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

Agora, a segunda parte do quebra-cabeça é estabelecer a identidade do animal misterioso que incubou o vírus em seu corpo e acabou possivelmente em um mercado na cidade de Wuhan, na China, epicentro do surto.

O principal suspeito é o pangolim.

Este mamífero, que se alimenta de formigas, talvez seja a espécie mais traficada em todo o mundo — e é, por isso, ameaçada de extinção.

Há uma grande demanda por pele de pangolim, especialmente para uso medicinal na China, embora sua carne também seja requisitada em outros países.

Coronavírus foram detectados em pangolins e, segundo alguns cientistas, um tipo muito próximo ao coronavírus que está causando esse surto.

Mas será que o vírus do morcego e o vírus do pangolim podem ter se modificado geneticamente antes de se espalhar para os seres humanos? É aqui que os especialistas são cautelosos.

Como ainda não foi finalizado um estudo completo sobre o pangolim, é impossível verificar cientificamente as informações.

O professor Cunningham destaca que a procedência e o número de pangolins examinados pelos pesquisadores é um fato importante.

“Há muitas perguntas sobre esta análise: os animais foram examinados diretamente na natureza (o que é mais importante para o resultado) ou eram simplesmente pangolins que já estavam no mercado de Wuhan (neste caso, as conclusões sobre se são portadores do vírus não seriam suficientemente robustas)?”, diz.

Os pangolins e outros animais silvestres, incluindo uma variedade de morcegos, são amplamente vendidos nos mercados chineses, o que facilita a transmissão do vírus.

“Estes mercados criam as condições ideais para que os vírus sofram mutações e saltem de uma espécie para outra, incluindo seres humanos”, acrescenta Cunningham.

O mercado

O mercado de Wuhan, que foi fechado depois que o surto veio à tona, tinha uma seção de animais silvestres, onde eram vendidos animais vivos ou abatidos, incluindo partes de camelos, coalas e vários tipos de aves.

O jornal britânico The Guardian destacou que algumas barracas vendiam filhotes de lobos, cigarras, escorpiões, ratos, esquilos, raposas, civetas, porcos-espinhos, salamandras, tartarugas e crocodilos.

Até onde sabemos, morcegos e pangolins não estavam nesta lista, mas as autoridades chinesas têm informações específicas sobre que animais foram vendidos neste mercado.

“Se ocorreu mutação no vírus, precisamos saber se isso acontecerá novamente. É fundamental do ponto de vista de saúde pública. Precisamos saber especificamente o tipo de animal e os riscos de que possa haver outra mutação, outra mudança no vírus”, diz Cunningham.

Muitos vírus que se tornaram conhecidos devido ao seu alcance nos últimos anos são provenientes de animais.

Esta é a história do ebola, do HIV, da Sars e agora do coronavírus.

Jones acredita que isso se deve à nossa capacidade crescente de detectá-los, à conectividade cada vez mais onipresente e à invasão de habitats selvagens, “mudando paisagens e entrando em contato com novos vírus que a população humana nunca viu antes”.

“Se entendermos os fatores de risco, podemos tomar medidas para impedir (a propagação) sem afetar negativamente os animais selvagens”, explica Cunningham.

Conservacionistas alertam que, embora se acredite que os morcegos sejam portadores de muitos vírus, eles também são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.

“Os morcegos insetívoros comem grandes quantidades de insetos, como mosquitos e pragas agrícolas, enquanto os morcegos que se alimentam de frutas polinizam árvores e espalham suas sementes”, observa.

 “É imperativo que estas espécies não sejam abatidas por meio de medidas equivocadas de ‘controle de doenças'”, acrescenta.

Depois que a síndrome respiratória aguda grave (Sars) eclodiu, em 2002, causada por um coronavírus muito semelhante ao do surto atual, houve uma proibição temporária dos mercados de animais silvestres. Mas os mercados reapareceram rapidamente na China, Vietnã e outras partes do sudeste asiático.

A China suspendeu mais uma vez a compra e venda de produtos oriundos de animais selvagens, como alimentos, peles e medicamentos tradicionais. Acredita-se que a medida possa ser permanente.

Embora seja possível que nunca saibamos exatamente como ou onde o novo coronavírus foi transmitido para os seres humanos, a professora Diana Bell, da University of East Anglia, no Reino Unido, diz que podemos evitar outra “tempestade perfeita”.

“Estamos reunindo animais de diferentes países, habitats distintos, estilos de vida diversos, em matéria de animais aquáticos, animais arbóreos, etc., e estamos misturamos eles em uma espécie de caldeirão, e temos que parar de fazer isso”, conclui.

Grécia confirma o primeiro caso de coronavírus

O Ministério de Saúde da Grécia anunciou nesta quarta-feira (26)  o primeiro caso de infecção por coronavírus no país.

A vítima é uma mulher de 38 anos de Thessaloniki, a segunda cidade mais populosa da Grécia. A paciente, que havia viajado para o norte da Itália, está bem e em observação. A fonte é o Dow Jones Newswires.

Coronavírus avança para vários países na Europa

Quatro países europeus reportaram seus primeiros casos de coronavírus, na terça-feira (25). O vírus também avançou em outras nações do continente, como com aumento no número de mortos.

A Suíça confirmou o primeiro caso do vírus, um homem de 70 anos do Cantão de Ticino, no sul do país, que faz fronteira com a Itália. Já a Áustria divulgou que duas pessoas tiveram casos comprovados. A Croácia também registrou sua primeira infecção, um homem que havia estado em Milão, capital da Lombardia e centro financeiro da Itália.

Na Espanha, um novo casos de coronavírus foi confirmado na região da Catalunha, elevando para cinco o total de infectados no país.

Na Itália, o número de pessoas contaminadas pelo vírus de Wuhan saltou para ao menos 322 nesta terça, de acordo com autoridades do país. O número de mortes chegou subir para 11. Na Alemanha, foi registrado mais um caso de coronavírus na região de Baden-Wuttemberg. Um homem de 25 anos que esteve recentemente em Milão testou positivo para a doença. Com isso, o total de infecções no país chega a 17.

A França aconselhou que cidadãos evitem viajar para Lombardia ou Veneto, duas regiões italianas no centro da epidemia. A principal companhia aérea da Bulgária, Bulgaria Air, cancelou todos os voos para Milão até 27 de março.

Oriente Médio

No Oriente Médio, as atenções se voltam para o Irã. O Ministério da Saúde do país persa informou que 15 pessoas morreram infectadas pelo novo coronavírus e o número de casos confirmados chegou a 95. Um dos infectados foi o responsável pela força-tarefa contra o vírus no país, Iraj Harirchi. O anúncio veio um dia depois de Harirchi – que também é vice-ministro da Saúde – tentar minimizar o perigo imposto pelo surto, durante coletiva de imprensa em Teerã.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirmou durante coletiva de imprensa que o governo americano está “profundamente preocupado” com a possibilidade de o Irã ter suprimido informações vitais sobre os casos de coronavírus no país. Pompeo não deu detalhes sobre o assunto.

A imprensa do Bahrein informou que Ministério da Saúde local confirmou 23 casos de coronavírus no país, sendo seis registrados em passageiros que chegaram pelo aeroporto internacional, todos cidadãos locais. Os passageiros que chegam ao país vindos de áreas afetadas pelo novo vírus estão passando por testes. (Com agências internacionais).

Período de carência do INSS: O que é e como funciona?

Período de Carência é o número mínimo de meses (competências) pagos ao INSS para que o cidadão, ou em alguns casos o seu dependente, possa ter direito de receber um benefício, ou seja, é preciso pagar um número mínimo de contribuições ao INSS, mês a mês, para poder receber o benefício previdenciário.

A carência começa a ser contada conforme o tipo de atividade exercida bem como a época em que aconteceu a filiação, a inscrição ou a contribuição.

Benefício Carência (em meses)

Aposentadorias (por Idade, Tempo de Contribuição, do Professor, Especial, por Idade ou Tempo de Contribuição do Portador de Deficiência) 180 meses

Pensão por Morte e Auxílio-reclusão (se o cidadão não estiver recebendo auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez) não há

Auxílio-doença / Aposentadoria por invalidez 12 meses

Salário-maternidade (Contribuinte Individual, Facultativo, Segurado Especial) 10 meses

Salário-maternidade (Trabalhadora Avulsa, Empregada, Empregada Doméstica) não há

Contudo, em situações excepcionais, o período de carência poderá ser melhor, e, assim, merece uma analise mais minuciosa da situação.

No mais, um conselho nosso, é, sempre fuja do “disse e não me disse” ou do “um amigo me disse”, pois, em se tratamento de direitos não cabe “achar”, mas sim agir corretamente, junto com um advogado, para saber sobre a sua situação de forma correta, sob pena de você perder seus direitos. Faça o correto!

Dica extra: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social.

Já pensou você saber tudo sobre o INSS desde os afastamentos até a solicitação da aposentadoria, e o melhor, tudo isso em apenas um final de semana?

Uma alternativa rápida e eficaz é o curso INSS na prática: Trata-se de um curso rápido, porém completo e detalhado com tudo que você precisa saber para dominar as regras do INSS, procedimentos e normas de como levantar informações e solicitar benefícios para você ou qualquer pessoa que precise. Não perca tempo, clique aqui e domine tudo sobre o INSS

Conteúdo original Passos Garcia Advocacia e Consultoria

Na Europa, medo do coronavírus leva a corrida aos mercados

Após autoridades da região do Vêneto determinarem o fechamento de escolas, locais públicos como bibliotecas, museus e até cemitérios por conta do surto de coronavírus em várias cidades da Itália, as pessoas com medo, pânico e insegurança iniciaram uma corrida histérica a farmácias e supermercados.

No sábado, os itens mais procurados eram desinfetantes e máscaras descartáveis mas hoje a busca é de praticamente todos os itens, de papel higiênico a frutas, carnes, enlatados em geral, macarrão, arroz. Tudo com data de validade maior. Mas não só. Os ovos também sumiram das prateleiras dos supermercados.

Em Bassano Del Grappa, uma pequena cidade que fica no centro do Vêneto, na noite de anteontem já faltavam produtos em todos os supermercados. Filas gigantes, pessoas com máscaras, carrinhos que transbordavam de mercadorias, “uma cena de filme de horror”, como resumiu Gigliola Battocchio, de 54 anos, uma das proprietárias do supermercado Battocchio, um dos maiores da região. “Já no sábado percebemos um aumento de 20% nas vendas; no domingo, de 40%; e ontem, de 100%.”

Para Gigliola, “as pessoas entraram em uma espécie de psicose, após o decreto do governo porque havia rumores de que todos os estabelecimentos seriam fechados e, com medo de ficar sem comida começaram a ‘atacar’ os supermercados”. Segundo a empresária italiana, não é tanto o medo do coronavírus que causou essa espécie de histeria coletiva, mas o medo de ficar sem comida em casa. “A Itália é um país que viveu a fome por causa da guerra e o maior medo dos italianos é justamente passar fome de novo.”

Lidia Vidana, de 42 anos, carregava as compras para o carro no estacionamento do Ali, outro supermercado de Bassano. Não havia feito estoque, mas comprado um pouco a mais do que o habitual. “Concordo com as restrições de controle estabelecidas pelo governo, mas é difícil controlar o sentimento das pessoas”, afirmou a italiana. Ela disse não julgar as pessoas que estocam alimentos com receio de restrições ainda maiores. “Eu tenho parentes na Espanha, na Catalunha, em Valência e Madri – e as pessoas também estão apavoradas. Meus parentes afirmaram que as máscaras descartáveis e desinfetantes também estão faltando nas prateleiras dos supermercados espanhóis.”

“O shopping está vazio, o número de vendas caiu 40%. Não tenho medo, é só uma gripe mais forte. Acho que as pessoas estão exagerando um pouco”, disse Gaia Sebbeu, de 20 anos, garçonete do bar Diemme, no Grifone de Bassano. “O problema é que esse vírus se difunde muito rápido, mas até agora ninguém aqui do bar pediu para usar máscara ou luva”, contou a jovem italiana.

Enquanto tomava um café no balcão do bar, a aposentada Alessandra Trolezi, de 68 anos, contou que outro dia estava na rua quando começou a tossir e viu que as pessoas se afastaram dela, “provavelmente pensando que fosse infectada pelo coronavírus”.

Um funcionário da rede ferroviária italiana, que pediu para não se identificar, afirmou nunca ter visto uma situação tão crítica. “Domingo de carnaval foram vendidas apenas 50 passagens de trem de Bassano para Veneza. Em situações normais, são vendidas cerca de 700.”

O clima de preocupação exagerada pode levar a agressões físicas, como a que aconteceu com uma cidadã chinesa que, na semana passada, foi agredida fisicamente e insultada por um casal de italianos no centro de Turim. A imigrante mora há 20 anos na Itália e precisou ser levada para o hospital.

Para a prefeita de Bassano del Grappa, Elena Pavan, do partido Liga Norte, do ex-ministro Matteo Salvini, “era necessário tomar essas medidas que foram adotadas pelo governo”. “Mas criou uma psicose em parte das pessoas, que deram uma importância maior ao que realmente está acontecendo.”

O Salão do Móvel de Milão, o mais importante do mundo, foi transferido para o período entre 16 e 21 de junho, por causa do coronavírus. A previsão inicial era que ocorre de 21 a 26 de abril. A feira de literatura infantil e juvenil de Bolonha — a principal do mundo – também já havia sido adiada. O evento, que seria realizado de 30 de março a 2 de abril, foi transferido para 4 a 7 de maio.

Privatizações: Conselho do PPI recomenda exclusão da Eletropar do PND

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) recomendou a exclusão da Eletrobras Participações S.A. – Eletropar – do Programa Nacional de Desestatização (PND). A Resolução com a recomendação está publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Segundo o texto da Resolução, a decisão do Conselho considerou o fato de a Eletropar ser uma empresa controlada pela Eletrobras, que aguarda aprovação do Congresso Nacional para que seja capitalizada, e levou em conta ainda a estratégia de reorganização da Eletrobras e os impactos de gestão trazidos pela manutenção da Eletropar no PND. A recomendação será submetida à deliberação do presidente da República.

Índice europeu atinge mínima de 4 meses com aumento de riscos por coronavírus

Por Sruthi Shankar

(Reuters) – Os índices acionários europeus caíram para uma mínima em quase quatro meses nesta quarta-feira, uma vez que a disseminação do coronavírus aprofundava os temores sobre seu impacto no crescimento global com importantes empresas soando o alarme em relação a seus resultados.

Às 7:33 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 1,19%, a 1.557 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 1,31%, a 399 pontos, depois de chegar a cair 2,6% mais cedo. O índice registra sua primeira série de cinco dias de perdas desde julho.

As ações de viagens, serviços financeiros, química e tecnologia estão entre as mais afetadas, recuando entre 3% e 4%.

As perdas seguem-se às quedas em Wall Street e na Ásia depois que autoridades de saúde dos Estados Unidos alertaram que os norte-americanos devem se preparar para uma possível propagação do vírus que agora chegou à Espanha e dezenas de países.

A fabricante de bebidas britânica Diageo caía 3% depois de estimar um impacto de até 200 milhões de libras (260 milhões de dólares) no lucro do ano fiscal 2020 devido ao surto.

As rivais Remy Cointreau SA e Pernod Ricard perdiam 4,2% e 2,2%, respectivamente.

. Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,77%, a 6.963 pontos.

. Em FRANKFURT, o índice DAX caía 1,51%, a 12.597 pontos.

. Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 1,02%, a 5.621 pontos.

. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 0,02%, a 23.086 pontos.

. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,96%, a 9.162 pontos.

. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 1,68%, a 4.993 pontos.

Índices da China recuam com aumento de preocupações sobre coronavírus

XANGAI (Reuters) – Os índices acionários da China fecharam em queda nesta quarta-feira uma vez que aumentaram os temores sobre um contágio global do coronavírus, embora as perdas tenham sido limitadas já que as novas infecções caíram na China e os investidores esperam mais estímulo de Pequim para sustentar a economia doméstica.

A Ásia informou centenas de novos casos de coronavírus nesta quarta-feira, incluindo o primeiro soldado norte-americano a ser infectado, no momento em que os Estados Unidos alertam para uma inevitável pandemia e surtos na Itália e Irã se espalham para outros países.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,23%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,83%, após fortes perdas em Wall Street.

Existem expectativas de Pequim irá adotar mais medidas para impulsionar a economia, incluindo suporte para os setores imobiliário e de infraestrutura, disse Luo Kun, analista do Fortune Securities.

Autoridades da China implementaram uma série de medidas para sustentar a economia abalada pelo coronavírus, e que deve ter um impacto devastador sobre o crescimento do primeiro trimestre.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,79%, a 22.426 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,73%, a 26.696 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,83%, a 2.987 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,23%, a 4.073 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,28%, a 2.076 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,92%, a 11.433 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,29%, a 3.117 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 2,31%, a 6.708 pontos.

None

(Reportagem de Luoyan Liu e Andrew Galbraith)

Comprovantes para IR 2020 devem ser enviados até sexta

As empresas e as instituições financeiras têm até sexta-feira (28) para enviar aos contribuintes os comprovantes de rendimentos referentes ao ano passado. Os informes são usados para o preenchimento da declaração do IR (Imposto de Renda) Pessoa Física 2020, cujo prazo de entrega começa na segunda-feira (2).

Os dados não precisam ser enviados pelos Correios. Os comprovantes podem ser mandados por e-mail, serem baixados na internet ou divulgados em aplicativos para dispositivos móveis. Os documentos de rendimento servem para a Receita Federal cruzar informações e verificar se o contribuinte preencheu dados errados ou sonegou imposto.

Os documentos fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos contribuintes no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Comprovantes do Imposto de Renda na internet

Os aposentados e os pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) podem pegar os comprovantes na internet. O documento está disponível na página Meu INSS ou no aplicativo de mesmo nome disponível para os sistemas Android e iOS. O segurado deve digitar a mesma senha para consultar os demais extratos. Caso não tenha senha, basta seguir os passos informados pelo site.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Atraso e erros

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir um novo documento corrigido.

Se não receber os dados certos antes de 30 de abril, dia final de entrega da declaração, o contribuinte não deve perder o prazo e ser multado. É possível enviar uma versão preliminar da declaração e depois fazer uma declaração retificadora.

Pacientes racistas poderão ter atendimento negado no Reino Unido

Os funcionários do Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido poderão recusar atendimento não emergencial a pacientes racistas, sexistas, homofóbicos e violentos. “Ser agredido ou abusado não faz parte do trabalho”, disse o secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock ao anunciar um conjunto de novas regras.

Leia mais: Entenda a diferença entre britânico e inglês — e a confusão do Brexit

A permissão valerá também para bullying, assédio ou qualquer tipo de discriminação por parte do paciente e poderá ser aplicada a partir de abril. Hoje, eles podem recusar pacientes agressivos verbalmente ou fisicamente violentos. Para o secretário, “nenhum tipo de abuso ou violência é menor”. 

De acordo com o jornal Metro local, uma pesquisa com 569.440 funcionários do NHS feita em 2019, na Inglaterra, apontou que 29% dos trabalhadores foram intimidados, perseguidos ou abusados ​​em um ano. 

Ainda segundo a pesquisa, um em cada sete (15%) que foram atacados fisicamente, o que representa um pequeno aumento em relação ao ano anterior. Quatro em cada dez empregados também se sentiram mal devido ao estresse relacionado ao trabalho, segundo a pesquisa.

A pesquisa descobriu que os funcionários de ambulâncias e de saúde mental ou de incapacidade de aprendizagem foram os mais afetados por abuso e violência.

Uma pesquisa publicada pela Defensoria Parlamentar e de Saúde, uma espécie de fiscal dos serviços do NHS, descobriu que um em cada cinco pacientes com problemas de saúde mental não se sente seguro aos cuidados do NHS.

Mais da metade das pessoas com problemas de saúde mental na Inglaterra também disse que seu tratamento foi atrasado, enquanto 42% disseram que foram diagnosticados tarde demais.

Um enfermeiro chamado Colleridge Bessong foi agredido por um paciente conhecido por ser racista. O caso reportado pelo jornal The Guardian conta que ele decidiu processar seu empregador após o ataque porque ele não o protegeu no seu ambiente de trabalho.

Bessong ouviu “você é negro, eu vou te matar” e ainda levou oito socos. Ele conseguiu se afastar do agressor, mas foi ferido e precisou ir ao hospital. O caso ocorreu em 2017 em um hospital para tratar homens com problemas mentais. 

Para o enfermeiro, o paciente era conhecido por um comportamento agressivo e racista, contudo, nenhuma medida foi tomada para evitar uma agressão.