Assista: Lutador finaliza no MMA, empurra árbitro e acaba desclassificado

Sextou no MMA. Uma cena bastante curiosa ocorreu durante a realização do UAE Warriors 12, que foi realizado em Abu Dhabi nesta sexta-feira. Bastante, bastante curiosa.

O lutador Ahmad Al Darmaki venceu o adversário Bogdan Kirileno ainda no primeiro round do confronto com uma finalização, aplicando um mata-leão. Entretanto, seu temperamento entrou em jogo e tudo acabou mudando.

Logo após o adversário sinalizar a desistência, o árbitro Marc Goddard, um dos mais experientes do mundo, entrou em ação para avisar Darmaki, que ignorou e continuou com a finalização. Não satisfeito, o atleta foi para cima do árbitro e começou a empurrá-lo.

Como resultado pela postura antidesportiva, Ahmad acabou sendo desclassificado pelo árbitro central por ignorar as ordens do juiz central e agredi-lo com empurrões.

Assista a cena:

Raí e Pássaro ficam e mantêm Diniz: ‘Faltaram coisas que vêm de dentro do campo, não da área técnica’

Passadas 48 horas da queda para o Mirassol no Campeonato Paulista, os dois principais dirigentes do futebol do São Paulo se manifestaram por meio de perguntas enviadas por jornalistas. Raí, diretor de futebol, e Alexandre Pássaro, gerente, seguem em seus cargos e bancam a permanência de Fernando Diniz como treinador.

– Pelos mesmos motivos que o trabalho era bom e deveria seguir há seis dias, antes do jogo contra o Red Bull. O trabalho do Fernando Diniz continuou muito bom. E trabalho que a gente fala é o que a gente acompanha no dia a dia, resultado é uma outra coisa, que a gente tem que buscar melhorar. Mas a gente perdeu dentro de campo – disse Pássaro, salientando que o problema maior esteve no desempenho do time:

– A gente não perdeu na área técnica, a gente não perdeu nos treinos, a gente não perdeu na condição física, a gente não perdeu na estratégia desde que a gente voltou da pandemia. A gente perdeu dentro de campo, nos 90 minutos. Uma decisão diferente ou outra do Diniz poderia ter ajudado um pouco mais ou um pouco menos, mas faltaram outras coisas que vêm de dentro de campo para que a gente pudesse ganhar esse jogo do Mirassol, que a gente tinha que ganhar – emendou.

Tanto Raí quanto Pássaro são dirigentes contratados pelo presidente Leco, que ficará na cadeira somente até dezembro deste ano. Não há mais a possibilidade de conquistar títulos nesta temporada, já que Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil terminam somente em 2021. Mesmo assim, Raí diz que sair antecipadamente não está nos planos:

– Nunca passou pela minha cabeça (sair). Estamos focados, acreditamos em um bom e grande fim de ano. É nisso que estamos focados.

Veja todas as respostas dos dirigentes são-paulinos:

Pior eliminação da gestão?
Raí: “Toda desclassificação é dolorida, principalmente quando a gente pensa também na torcida. Essa eu diria que é a mais inesperada pelo nível que o time estava antes da parada e pelas dificuldades que a parada trouxe para o Mirassol. É a mais inesperada, a que surpreende mais e a mais sofrida”.

Pássaro: “A decepção é gigantesca, é um resultado que nem nos piores pesadelos a gente esperava. Com todo respeito ao Mirassol, mas o São Paulo não pode perder para o Mirassol, ainda mais nas condições de perda de elenco e pela diferença de nível técnico de elenco que existe entre as duas equipes. Um verdadeiro fiasco, que nos causa uma revolta gigantesca, como temos certeza que também na torcida. Cabe à gente trabalhar ainda mais, corrigir os erros, para que isso nunca mais volte a acontecer. Para que a gente não sinta esse sabor amargo e muito menos os torcedores”.

Motivos da fila:
Raí: “Todos os clubes grandes passam por secas desse tipo. Quando tem um período tão longo, você tem que avaliar tudo, desde os detalhes e também as questões macro. Reavaliar, repensar e ver o que pode melhorar em todos os níveis. Mas nosso foco agora é nessa temporada totalmente atípica, mas temos totais condições de se recuperar”.

Cobrança e reavaliação no elenco:
Pássaro: Cobrança sempre existe, é diária, estamos sempre avaliando, tirando novas conclusões e adaptando. O que a gente não quer é que isso aconteça de novo. O que precisarmos fazer, adaptar e reavaliar para que isso não aconteça de novo vai ser feito.

Governo vai usar cadastro social para o Minha Casa Minha Vida

O governo vai passar a usar o Cadastro Único de programas sociais para selecionar beneficiários elegíveis ao faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, voltado a famílias com renda até R$ 1.800. A medida valerá nos municípios em que não há sistema próprio de fiscalização para evitar qualquer tipo de manipulação na distribuição das casas.

A portaria, publicada nesta sexta-feira (31), no DOU (Diário Oficial da União), atende a uma recomendação de órgãos de controle, que cobravam critérios mais objetivos e maior transparência na seleção das famílias contempladas por unidades da faixa 1 do programa habitacional — bancadas com recursos do Orçamento Federal.

Leia mais: Negociação entre governo e Caixa trava Minha Casa Minha Vida

Até hoje, os sorteios eram realizados pelas próprias prefeituras e eram verdadeiros “trunfos” nas mãos de políticos locais, sobretudo em ano eleitoral. O modelo, no entanto, resultou em uma série de casos suspeitos de beneficiamento indevido de famílias apadrinhadas por esses políticos, enquanto outras mais necessitadas seguiam na fila por moradia digna.

Na situação atual, 140 empreendimentos localizados em 63 municípios brasileiros devem passar a ter a seleção feita pelo CadÚnico, diz ao Broadcast o Secretário Nacional de Habitação, Alfredo Santos. Esses empreendimentos devem abrigar aproximadamente 50 mil famílias.

Santos afirma que a portaria não tira autonomia dos municípios, que terão até 60 dias para comprovar junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e ao Ministério Público local que possuem sistema próprio adequado para a elaboração da lista de potenciais beneficiários, seguindo a metodologia fixada pelo governo federal. Cidades que tiverem interesse ainda poderão providenciar a contratação ou o desenvolvimento de um sistema que atenda aos critérios estabelecidos pelo MDR.

Seleções já iniciadas com base em normas anteriores à portaria desta sexta-feira (31) seguirão sem alterações. O CadÚnico é uma das mais amplas bases de dados do governo federal e já é utilizado para outros programas sociais, como a tarifa social de energia elétrica e o Bolsa Família. Mais recentemente, serviu de ponto de partida para o pagamento do auxílio emergencial a informais durante a pandemia do novo coronavírus. O cadastro abriga famílias com renda de até R$ 3.135 no total ou até R$ 522,50 por pessoa.

“Vamos elaborar uma lista prévia na cidade, no total de unidades mais 30% adicionais de suplentes”, explica Santos. De acordo com o secretário, o município ainda poderá reservar 20% das unidades para destinar a famílias em áreas de risco, de acordo com critérios locais. O importante é que mesmo essas famílias precisarão ser incluídas no CadÚnico, caso já não estejam na base de dados do governo federal.

A lista gerada pelo governo a partir do CadÚnico será disponibilizada pelo MDR aos municípios, que ficarão responsáveis pelos procedimentos operacionais e de checagem dos documentos.

Segundo o secretário, a seleção levará em conta critérios relacionados às necessidades habitacionais e à vulnerabilidade social da família. Candidatos que vivam em situações características de déficit habitacional (moradia precária, número elevado de pessoas numa mesma habitação ou ônus excessivo do aluguel) terão prioridade na classificação.

Em jogo morno, CSA vence CRB e está na semi do Alagoano

No clássico alagoano deu CSA. No estádio Rei Pelé, o Azulão bateu com o CRB através do gol marcado por Alan Costa. Com o resultado, os dois times estão garantidos na semi do estadual.

O jogo

A primeira etapa foi abaixo do esperado no Rei Pelé. Com momentos distintos, CRB e CSA não produziam absolutamente nada e deixavam o clássico gelado.

Na única chance do Azulão o gol saiu. Após cobrança de escanteio, Alan Costa subiu e cabeceou para o fundo da rede do Galo, 1 a 0.

A resposta do CRB veio com Erik, um dos poucos que estavam inspirados. Em chute na entrada da área, ele balançou a rede, mas do lado de fora.

Na etapa final o Galo buscou mais o jogo e assustou através de Igor e João Carlos, mas nas duas, o CRB parou em defesas de Thiago Rodrigues.

Com o passar do tempo, o CSA esfriou como pôde o ritmo da partida e conseguiu sair de campo vitorioso e classificado para a semifinal do Alagoano.

Governo vai usar cadastro de programas sociais para selecionar para o Minha Casa

O governo vai passar a usar o Cadastro Único de programas sociais para selecionar beneficiários elegíveis ao faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, voltado a famílias com renda até R$ 1,8 mil. A medida valerá nos municípios em que não há sistema próprio de seleção que seja auditável, ou seja, passível de fiscalização para evitar qualquer tipo de manipulação na distribuição das casas.

A portaria, publicada nesta sexta-feira, 31, no Diário Oficial da União (DOU), atende a uma recomendação de órgãos de controle, que cobravam critérios mais objetivos e maior transparência na seleção das famílias contempladas por unidades da faixa 1 do programa habitacional – bancadas com recursos do Orçamento Federal.

Até hoje, os sorteios eram realizados pelas próprias prefeituras e eram verdadeiros “trunfos” nas mãos de políticos locais, sobretudo em ano eleitoral. O modelo, no entanto, resultou em uma série de casos suspeitos de beneficiamento indevido de famílias apadrinhadas por esses políticos, enquanto outras mais necessitadas seguiam na fila por moradia digna.

Na situação atual, 140 empreendimentos localizados em 63 municípios brasileiros devem passar a ter a seleção feita pelo CadÚnico, diz ao Broadcast o Secretário Nacional de Habitação, Alfredo Santos. Esses empreendimentos devem abrigar aproximadamente 50 mil famílias.

Santos afirma que a portaria não tira autonomia dos municípios, que terão até 60 dias para comprovar junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e ao Ministério Público local que possuem sistema próprio adequado para a elaboração da lista de potenciais beneficiários, seguindo a metodologia fixada pelo governo federal. Cidades que tiverem interesse ainda poderão providenciar a contratação ou o desenvolvimento de um sistema que atenda aos critérios estabelecidos pelo MDR.

Seleções já iniciadas com base em normas anteriores à portaria desta sexta-feira (31) seguirão sem alterações.

O CadÚnico é uma das mais amplas bases de dados do governo federal e já é utilizado para outros programas sociais, como a tarifa social de energia elétrica e o Bolsa Família. Mais recentemente, serviu de ponto de partida para o pagamento do auxílio emergencial a informais durante a pandemia do novo coronavírus. O cadastro abriga famílias com renda de até R$ 3.135 no total ou até R$ 522,50 por pessoa.

“Vamos elaborar uma lista prévia na cidade, no total de unidades mais 30% adicionais de suplentes”, explica Santos. De acordo com o secretário, o município ainda poderá reservar 20% das unidades para destinar a famílias em áreas de risco, de acordo com critérios locais. O importante é que mesmo essas famílias precisarão ser incluídas no CadÚnico, caso já não estejam na base de dados do governo federal.

A lista gerada pelo governo a partir do CadÚnico será disponibilizada pelo MDR aos municípios, que ficarão responsáveis pelos procedimentos operacionais e de checagem dos documentos.

Segundo o secretário, a seleção levará em conta critérios relacionados às necessidades habitacionais e à vulnerabilidade social da família. Candidatos que vivam em situações características de déficit habitacional (moradia precária, número elevado de pessoas numa mesma habitação ou ônus excessivo do aluguel) terão prioridade na classificação.

Jogador de LoL do Flamengo se desculpa por vídeo polêmico, mas nega racismo

Na última quinta-feira, o atleta de e-sports Bruno “Goku”, que atua com meio na equipe de League of Legends no Flamengo, foi alvo de uma polêmica no Twitter. Um vídeo de 2018 ressurgiu através de um usuário, no qual o jogador chama outro usuário de macaco.

Através de sua conta no Twitter, ‘Goku’ pediu desculpas por ter ‘dado abertura para uma interpretação de racismo’, mas negou que esta foi sua intenção.

– Sobre o clipe de 2018 que foi compartilhado hoje: primeiramente peço desculpas pelo fato de ter dado abertura para uma interpretação de racismo. Não foi a intenção, e na época fui ingênuo de não perceber uq eisso podia ser visto dessa forma. Eu assistia bastante conteúdo de lol estrangeiro, e lá usavam muito “boosted monkey” ou “boosted animal”, como ofensas para descrever o jeito que a pessoa jogava, não pela cor da pele da mesma. por isso, adotei o termo e usava de tempos em tempos. – afirmou.

No vídeo em questão, Bruno reclama de um jogador na partida e diz “só reporta esse macaco” após um companheiro abater um adversário. Confira:

União é condenada a pagar R$ 50 mil por fala de Weintraub 

A União foi condenada a pagar R$50 mil a título de indenização por danos morais à sociedade em razão de declarações do ex-ministro da Educação, Abraham Weintrub, que afirmou que há plantações de maconha e laboratórios de produção de drogas em universidades federais do País.

A decisão foi tomada em ação movida pela União Nacional dos Estudantes (UNE), mas ainda cabe recurso da condenação. Caso seja mantida, o montante será repassado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, gerido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em entrevista à TV Jornal da Cidade Online, em novembro do ano passado, o então titular do MEC disse que há faculdades de química ‘desenvolvendo laboratórios de droga sintética, de metanfetamina’ porque, como a legislação determina, ‘a polícia não pode entrar nos campi’. “Você tem plantações extensivas de maconha em algumas universidades. A ponto de ter borrifador de agrotóxico”, afirmou o ex-ministro.

Na época, Weintraub chegou a ser convocado a dar explicações na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Em sabatina, voltou a repetir as acusações.

Para a juíza federal Silvia Figueiredo Marques, da 26ª Vara Cível Federal de São Paulo, o ex-ministro ofendeu a honra coletiva dos estudantes ‘sem dó nem piedade’.

“Quando fez as afirmações apontadas, o fez na figura de ministro da Educação. Não foi um comentário de um qualquer do povo. Foi o ministro da Educação falando dos estudantes”, destacou a magistrada.

Em sua decisão, proferida na quinta, 30, Silvia também lembrou que, por diversas vezes, o ex-ministro fez afirmações, sem provas, para prejudicar a imagem dos estudantes.

“É fato notório, não necessitando, pois, de prova, o viés ideológico do ex-ministro. Aliás, tanto ele fez e falou que terminou por deixar o ministério. Sendo que ainda se apura se o uso do passaporte diplomático por ele, imediatamente à saída do cargo para adentrar os Estados Unidos, foi regular”, escreveu.

No processo, a defesa de Abraham Weintraub alegou que o então ministro não fez acusações aos estudantes, professores e reitores das universidades e que, ao conceder a entrevista, ele ‘apenas fez referência a reportagens jornalísticas, divulgadas em vários veículos de comunicação’. Os advogados disseram ainda que a ‘fala incisiva’ expos apenas a ‘preocupação’ do ex-ministro.

Colômbia ultrapassa 10 mil mortes causadas pelo coronavírus

A Colômbia chegou nesta sexta-feira (31) a 10.105 mortes por covid-19, após ter registrado mais 295 nas últimas 24 horas, segundo a contagem de casos do novo coronavírus divulgada pelo Ministério da Saúde do país.

Leia também: Colômbia tem mais de 10 mil casos diários de coronavírus pela 1ª vez

Ao todo, o governo já contabilizou 295.508 casos, 9.888 deles confirmados desde a quinta-feira. Bogotá, com 2.746 óbitos, e Barranquilla, com 1.473, são as duas cidades com mais vítimas.

Os números oficiais detalham que 130.403 casos estão ativos, que correspondem a 44,13% do total de contágios, enquanto o número de pessoas que se curaram da doença aumentou para 154.387 (52,2%), com 5.692 recém-recuperados.

Além de ser a cidade com mais vítimas da covid-19, Bogotá também lidera no número de casos, com 191.955 confirmados desde o início da pandemia, 3.717 nas últimas 24 horas.

Os principais focos da doença na Colômbia são Bogotá e os departamentos de Atlântico (52.313 casos), Antioquia (32.759), Valle del Cauca (24.660), Bolívar (18.240), Cundinamarca (8.500), Nariño (7.970), Magdalena (6.138), Sucre (5.928) e Córdoba (5.538).

Os números divulgados nesta sexta-feira confirmam o avanço imparável da pandemia no país, enquanto em outras regiões, como os departamentos de Atlântico e Bolívar, parecem já ter alcançado o pico. A situação piora em Antioquia, Norte de Santander e Córdoba.

Em Montería, capital de Córdoba, o coronavírus SARS-CoV-2 tem uma taxa de letalidade de 10,44%, três vezes maior do que a média nacional, de 3,43%. Em Cúcuta, capital de Norte de Santander, as unidades de terapia intensiva (UTI) estão quase sobrecarregadas.

Em Antióquia, o governador em funções, Luis Fernando Suárez, diagnosticado com Covid-19 no dia 23 de julho, foi internado nesta sexta-feira com dificuldades respiratórias.

O Instituto Nacional de Saúde (INS) informou que a partir deste sábado apresentará de outra forma o número diário de mortes, detalhando quantas correspondem ao dia e quantos óbitos ocorreram em datas anteriores. Com o novo modelo, entre os 295 mortos anunciados nesta sexta-feira, 265 correspondem a dias passados.

Landim fala sobre chegada de Torrent e explica saída de Jesus: ‘O sonho dele era aposentar no Benfica’

O presidente Rodolfo Landim falou pela primeira vez sobre a chegada do treinador Domènec Torrent ao Flamengo. Nesta sexta-feira, o mandatário rubro-negro tratou de tranquilizar a torcida sobre a multa rescisória do contrato com o espanhol, afirmando que o valor estipulado é ‘muito, mas muito maior’ que o do ex-treinador Jorge Jesus, que girava em torno de apenas 1 milhão de euros (R$ 6 milhões).

– O que eu posso dizer para a torcida do Flamengo é que eu tneho certeza que isso não ocorrerá. Esse ano e meio que a gente está firmando de contrato com ele, a multa é muito, mas muito maior do que a multa que foi estabelecida no contrato com o Jesus – afirmou a “ESPN”.

Landim ainda revelou que uma saída de Torrent no futuro não seria devido a motivos financeiros, já que sua multa rescisória supera ‘mais de um ano de salário do técnico mais bem pago do mundo’.

– O torcedor do Flamengo pode ficar tranquilo que se for por problema econômico, dificilmente o Domènec vai tomar a decisão de sair. A multa nesse contrato é muito, muito, muito grande. Acho difícil qualquer clube do mundo pague essa multa para tirar ele do Flamengo antes de um ano e meio. (…) É mais de um ano de salário do técnico mais bem pago do mundo – explicou o presidente.

Saída de Jesus foi inesperada

Durante a entrevista, Landim abordou também a saída do treinador Jorge Jesus, que deixou o Flamengo para assinar com o Benfica. Segundo o presidente, o ‘Mister’ revelou que seu sonho era se aposentar no comando do clube português.

– Na verdade, a gente não tinha expectativa de fato que o Jesus fosse sair. Ele falou para mim no jantar de despedida que o sonho dele era aposentar no Benfica, que não foi o clube que o lançou, mas foi o clube que na verdade ele se envolveu mais, que ele ficou mais famoso. Ele tem uma relação emotivica forte não só com o clube, mas com o presidente… e o contrato que ofereceram para ele permitia a ele chegar aos 60 anos treinando o Benfica, que é a idade que ele havia planejado ser a aposentadoria dele e que ele queria se aposentar no Benfica – completou.

Em reunião, Aras acusa colegas de plantar ‘fake news’ contra família

Cobrado por colegas em reunião do Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) por críticas à força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu partir para o ataque e acusou subprocuradores de lhe fazerem “oposição sistemática” ao plantar “fake news” sobre ele e seus familiares à imprensa.

A tensa reunião do Conselho Superior — principal órgão administrativo da instituição — nesta sexta-feira (31) teve como pano de fundo as críticas que Aras fez ao longo da semana à atuação da força-tarefa da Lava Jato. Ele havia dito que o grupo manteria informações que não constam dos sistemas do MPF e que é uma “caixa de segredos”.

Durante o encontro, as declarações mais contundentes contra Aras foram feitas pelo subprocurador-geral da República Nicolao Dino. Lendo uma carta subscrita por outros três colegas do conselho, Dino disse que as críticas do procurador-geral sobre “correção de rumos” do MPF não constrói e acaba por gerar perplexidade por ter “graves afirmações”.

Leia mais: Moro nega ‘segredos ilícitos’ da Lava Jato em resposta a Aras

“Um Ministério Público desacreditado, instável e enfraquecido apenas atende aos interesses daqueles que se posicionam à margem da lei”, disse Dino, ao instar Aras a liderar a categoria.

Dino foi o segundo mais votado na eleição interna para a escolha do PGR ano passado, e fazia parte da lista tríplice elaborada pela associação da categoria que o presidente Jair Bolsonaro ignorou ao escolher Aras. Antes do atual procurador-geral, a lista vinha sendo seguida pelos presidentes por 16 anos.

Outros procuradores se dividiram entre endossar as palavras de Dino, colocar panos quentes no debate ou sair em defesa do procurador-geral, que só se manifestou ao fim das falas, ao final de uma reunião de quatro horas em que o assunto era o orçamento do MPF para o ano de 2021.

Em sua resposta, Aras acusou Dino de ser “porta-voz” de alguns que fazem oposição sistemática à sua gestão. Acusou colegas de plantar “fake news” envolvendo sua família para a imprensa e classificou isso de muito covarde. “Não vou atingir a família dos senhores, não”, avisou.

O procurador-geral disse que tem “provas” para sustentar as críticas que fez à força-tarefa da Lava Jato e que isso está sob apuração da Corregedoria do MPF e do Conselho Nacional do Ministério Público.

“Doutor Nicolao, rejeito seus conselhos e espero que os órgãos oficiais respondam à Vossa Excelência”, concluiu Aras, ao encerrar a reunião e não deixar os colegas replicarem-no.

O principal pano de fundo do debate está a renovação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba que precisará do aval de Aras para ser renovada por mais um ano em setembro.