Onyx diz que 75 mil presos tentaram receber auxílio de R$ 600

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira-feira (30), em entrevista exclusiva à Record TV, que 75 mil presidiários tentaram se cadastrar no sistema para receber o auxílio emergencial de R$ 600 liberados pelo governo federal para minimizar os efeitos da crise do novo coronavírus.

“Nas próximas horas todos aqueles que fizeram o pedido até 26 de abril terão uma resposta da Caixa”, disse o ministro.

Questionado sobre o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial, Onyx diz que o calendário será divulgado na semana que vem.

Moro diz que vai apresentar provas contra Bolsonaro no STF

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro garantiu nesta quinta-feira (30) que vai apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal) provas para comprovar as acusações que fez contra o presidente Jair Bolsonaro ao anunciar sua saída do governo

“Esclarecimentos adicionais farei apenas quando for instado pela Justiça. As provas serão apresentadas no momento oportuno, quando a Justiça solicitar”, afirmou Moro em entrevista à revista Veja.

O ministro Celso de Mello, relator do processo que envolve as falas de Moro contra Bolsonaro no STF, determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal ouça o ex-ministro no prazo de até cinco dias

Na manifestação, o decano da Suprema Corte pede que Moro apresente “manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão”.

Ao pedir demissão do Ministério da Justiça, Moro afirmou que a exoneração de Maurício Valeixo do comando da PF (Polícia Federal) teve o objetivo de interferir nas investigações do órgão.

“Não é questão do nome, há outros delegados igualmente competentes. O grande problema é que haveria uma violação à promessa que me foi feita, de ter carta branca, não haveria causa e estaria havendo interferência política na PF, o que gera abalo na credibilidade”, afirmou Moro na ocasião.

Brasil pode chegar a mil mortes por dia, diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Nelson Teich, admitiu nesta quinta-feira (30) que o Brasil pode vir a registrar cerca de 1 mil mortos por dia e mudou completamente o tom sobre os planos de flexibilizar o isolamento social defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Leia mais: Brasil chega a 5.901 mortes e 85.380 casos de covid-19

“Em relação a um possível número de mortes, e hoje estamos em 435, o número de 1.000, se tivermos um crescimento significativo na pandemia, é possível acontecer. Não quer dizer que vai acontecer. A gente tem que acompanhar a cada dia para tomar as decisões”, afirmou sobre a estimativa de óbitos diários provocados pela doença.

Ele afirmou que o momento é impróprio, dado o avanço crescente de mortes e contaminações em todo o País. “Ninguém está pensando em relaxamento. Ninguém está pensando em relaxar o isolamento. Neste momento, ninguém está pensando em flexibilizar nada. Temos uma diretriz pronta, um ponto de partida, mas não dá para você começar uma liberação (social) quando você tem uma curva em franca ascendência”, afirmou o ministro durante coletiva no Palácio do Planalto.

Leia também: Mais de 1 milhão de pessoas já estão curadas da covid-19 no mundo

Teich disse ainda que, neste momento, o foco é apoiar a infraestrutura de Estados e municípios que estão em situação de emergência. “As diretrizes estão feitas, tem que ver como a gente vai veicular. Ninguém vai chegar aqui com uma coisa milagrosa. O mundo inteiro está tomando iniciativas de flexibilização. O distanciamento social permanece como a orientação. Vamos avaliar cada Estado e município”, disse o ministro.

Ele afirmou ainda que apesar de haver muitos municípios com poucos casos confirmados, cerca de 15% dos municípios mais sensíveis pode concentrar a maioria da população. “Se a gente não parar para entender e ficar polarizando se é bom ou ruim, não vai levar a nada. Temos que analisar isso de forma tranquila e equilibrada”, disse.

Quando chegou ao ministério, Teich disse também que estava 100% alinhado ao discurso de Bolsonaro e que o País precisava tratar de medidas de flexibilização onde fosse possível. A realidade, porém, é que o crescimento rápido do vírus em todo o País tem feito com que o Ministério da Saúde tenha de priorizar a agenda de socorro a locais que passam por todo tipo de dificuldade, como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus e Fortaleza.

Sem pacientes na UTI, Benítez pede que Paraguai não ‘baixe a guarda’

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, pediu nesta quinta-feira (30) que o país não baixe a guarda na luta contra o coronavírus, em um momento em que o país não tem nenhum paciente internado em UTIs. 

Leia também: Qual a situação da pandemia nos países da América Latina

O Paraguai, que tem apenas 9 mortes e 239 casos confirmados de covid-19 até esta quinta, pode encerrar no domingo parte das restrições sanitárias que foram impostas em 10 de março e iniciar na segunda (4) a primeira fase de uma “quarentena inteligente”, nome dado pelo governo à flexibiização.

“Podemos dizer, com muito orgulho e tranquilidade, sem que isto signifique baixar a guarda, que um pouco mais de um mês do primeiro caso, hoje no Paraguai não temos uma só pessoa com coronavírus em nosso sistema de terapia intensiva”, disse Benítez em uma declaração oficial.

A ocupação das UTIs teve uma queda constante com relação aos primeiros dias do surto, quando chegou a ter cerca de dez pacientes, além dos casos fatais, que já não ocorrem há oito dias.

O presidente destacou, em seu pronunciamento, o “desafio compartilhado, extraordinário e sem precedentes” dos paraguaios para acatar o distanciamento social e as medidas de higiene durante a quarentena.

Virologista alemão alerta sobre ‘efeito rebanho’ contra coronavírus

O Instituto Robert Koch (RKI), centro especializado em epidemiologia da Alemanha, advertiu nesta quinta-feira (30) contra a aposta na chamada “imunidade em grupo”, ou “efeito rebanho”, e reiterou que, até que uma vacina contra o novo coronavírus seja encontrada, o objetivo é manter a taxa de infecção baixa.

Em entrevista coletiva, o presidente do RKI, Lothar Wieler, chamou de “ingênua” a ideia de deixar o SARS-CoV-2 viajar pela população para se atingir a “imunidade em grupo”. Isso porque, se o vírus não puder ser controlado, a Alemanha, atualmente com 6.288 mortes por Covid-19 “terá que lamentar várias centenas de milhares de óbitos”.

Wieler lembrou que o coronavírus pode ser acompanhado de quadros clínicos sérios e provavelmente deixar sequelas em muitos dos pacientes, e por isso ninguém deveria ser exposto a ele.

“E quem faz isso porque pensa que cria ‘efeito rebanho’ é ingênuo e certamente não tem em mente a saúde das pessoas que dependem dele”, afirmou.

A imunidade coletiva, que exigiria que de 60% a 70% da população fosse infectada, não pode ser o objetivo, porque, como já foi visto em outros países, não funciona, segundo o pesquisador. Ele ainda salientou que ainda não se sabe quão boa é a imunidade de quem superou o contágio.

Nesse sentido, o presidente do RKI disse que não tem opinião sobre se uma vacina proporcionará uma imunidade maior do que aquela desenvolvida após uma infecção natural.

“O que é claro é que se uma vacina for eficaz e segura, menos pessoas morrerão se forem vacinadas do que se estiverem naturalmente infectadas com o coronavírus”, comentou Wieler. “A ideia de erradicar este vírus sem uma vacina não vai funcionar”, completou o pesquisador, que foi mais um a pedir para que o SARS-CoV-2 não seja subestimado.

“Talvez tenha pego esse vírus e nem senti”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro cogitou nesta quinta-feira (31) que já teria sido infectado pelo novo coronavírus, mas que não teria desenvolvido os sintomas da covid-19.

Leia mais: Juíza dá 48 horas para Bolsonaro entregar exame de coronavírus

“Talvez tenha pego esse vírus e nem senti”, afirmou Bolsonaro em uma entrevista para a Rádio Guaíba, de Porto Alegre (RS), ao responder uma pergunta sobre a decisão da Justiça Federal que determinou que ele mostre o resultado dos exames feitos para detectar a covid-19 para o jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro ainda explicou que usa nomes diferentes em seus exames e medicamentos por questões de segurança.

“Sou uma pessoa conhecida para o bem ou para o mal. Quando fui medicado, coloquei um nome fantasia porque na ponta da linha está um ser humano, não se saber o que pode ser feito se alguém souber que é o Jair Bolsonaro”, disse.

No lugar dos exames, a AGU (Advocacia Geral da União) apresentou um relátorio médico feito pelo departamento médico da Presidência da República, afirmando que o presidente não teria contraído a doença.

A manifestação foi desconsiderada e a Justiça deu um novo prazo de 48 horas para que o presidente apresente os exames solicitados no processo.

Sem cumprimentos

O presidente Jair Bolsonaro visitou a capital do rio Grande do Sul para conhecer o  Centro de Operações de Combate à Covid-19 e participou da solenidade de transmissão do cargo de Comandante Militar do Sul.

Ao chegar no local, Bolsonaro foi cumprimentar generais, oficiais presentes e o vice-presidente Hamilton Mourão, que se recusaram a dar as mãos e ofereceram o cotovelo para cumprimentá-lo, tentando evitar o contato físico, uma das principais recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Celso de Mello determina que Moro seja ouvido em até 5 dias

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribuna Federal), determinou nesta quinta-feira (30) que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro seja ouvido no prazo de até cinco dias no processo sobre as acusações feitas por ele contra o presidente Jair Bolsonaro

Durante a oitiva a ser realizada pela PF (Polícia Federal), Celso de Mello pede que Moro apresente “manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão”.

Leia mais: Bolsonaro determina que seja mantida segurança de Moro

“Para efeito da inquirição do Senhor Sérgio Fernando Moro, oficie-se ao Serviço de Inquéritos – SINQ – da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado – DICOR – da Polícia Federal, ncaminhando-se-lhe cópia tanto da presente decisão quanto da petição do eminente Senhor Procurador-Geral da República (que deu início a este procedimento) e da petição dos Senhores congressistas protocolada nesta Corte”, determinou o ministro.

Relator da ação, o ministro Celso de Mello, decano da Corte, aceitou na semana passada ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para investigar as declarações feitas pelo ex-juiz da Lava Jato ao deixar o governo. Ainda ministro, Moro acusou o presidente de tentar interferir nas investigações da PF (Polícia Federal) ao exonerar o Maurício Valeixo do comando do cargo.

O inquérito em questão apura se foram cometidos os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Trump diz que Brasil vive ‘momento difícil’ com gráfico de coronavírus ‘muito alto, quase vertical’

Em coletiva de imprensa na Casa Branca na noite desta quinta-feira (30), o presidente americano Donald Trump voltou a comentar a situação da epidemia de covid-19 no Brasil — que contabiliza hoje 5.901 óbitos e 85.380 casos, e nas últimas 24 horas teve recorde de novos diagnósticos, 7,2 mil.

“Eu odeio dizer, mas o Brasil está muito alto, o gráfico está muito, muito alto. Lá em cima, quase vertical”, afirmou o americano, que seguiu: “O presidente do Brasil é realmente um bom amigo meu, um ótimo homem, mas eles estão vivendo um momento muito difícil”.

Trump mencionou a situação brasileira enquanto comentava o caso da Suécia, que segundo ele também tem tido números negativos na pandemia de coronavírus.

De acordo com Trump, o problema foi a decisão do país europeu de não impor lockdown, o isolamento social amplo. Em um post ainda nesta quinta em sua conta na rede social Twitter, Trump afirmou que os suecos “estão pagando um preço alto” por terem evitado a quarentena, com mais vítimas fatais do que seus vizinhos, Noruega, Dinamarca e Finlândia.

“Os Estados Unidos tomaram a decisão correta”, postou Trump.

A seis meses de concorrer à reeleição, Trump tem tentado justificar os drásticos resultados da recessão (a economia americana encolheu, 4,8% no primeiro trimestre de 2020) pela opção de priorizar a saúde e a vida dos americanos, ao mesmo tempo em que tem pressionado governadores pela reabertura dos comércios nos Estados. Ele teme que a crise, que já resultou em 30 milhões de desempregados, possa custar votos em novembro, quando ocorrerá o pleito.

É a segunda vez em pouco mais de 48 horas que Trump menciona o Brasil como exemplo negativo do combate à pandemia.

Na terça-feira, dia 28, em uma conferência ao lado do governador da Flórida Ron de Santis, Trump afirmou: “O Brasil tem praticamente um surto, como vocês sabem (…) Se você olhar os gráficos você vai ver o que aconteceu infelizmente com o Brasil. Estamos olhando para isso bem de perto”.

Na ocasião, Trump questionou De Santis se ele não cogitava banir voos do Brasil para a Flórida e mencionou que o país tem se saído pior do que os demais vizinhos sul-americanos no controle do vírus.

O governo federal americano tem estudado uma medida como essa há cerca de um mês e Trump afirma que sua decisão sobre o assunto será tomada nos próximos dias.

O governador da Flórida descartou por enquanto o banimento de voos do Brasil para o seu Estado, mas afirmou que estuda a possibilidade de obrigar as companhias aéreas a submeterem brasileiros a testes rápidos de coronavírus antes do embarque. O Brasil é o principal parceiro comercial da Flórida.

Ao expressar preocupação publicamente por duas vezes na mesma semana sobre a condição do Brasil diante da epidemia, Trump manda uma mensagem forte a Bolsonaro e sugere não aprovar a condução da crise pelo colega.

Bolsonaro minimizou a crise diversas vezes e, nesta quarta, confrontado por repórteres com o número de mortos chegou a responder: “E daí? Quer que eu faça o quê?”.

O presidente brasileiro é crítico de medidas de quarentena — que pessoalmente burla quase que diariamente — e vem pressionando governadores e prefeitos a relaxarem o distanciamento social. A postura levou à crise com seu então ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido em meados de abril.

Trump é o aliado preferencial do Brasil hoje no xadrez global e Bolsonaro esteve quatro vezes no país desde que tomou posse, um recorde entre os presidentes brasileiros após a redemocratização.

O americano vem seguindo com atenção a situação no país. Na última quarta, dia 29, seu secretário de Estado, Michael Pompeo, e o chanceler brasileiro Ernesto Araújo tiveram uma conversa telefônica para tratar da importância de uma resposta centralizada contra a covid-19 nas Américas. Eles falaram também sobre os esforços de produção de suprimentos médicos e de uma vacina contra a doença.

A preocupação do presidente americano é que a epidemia no Brasil possa levar ao retorno de um surto nos Estados Unidos, pelo trânsito de pessoas entre os dois países. Uma segunda onda da doença, além de drenar ainda mais os recursos humanos e financeiros dos EUA, que já contam com mais de um milhão de casos e mais de 60 mil mortes, poderia significar o fim da candidatura de Trump à Casa Branca.

Taxa de informalidade cai para 39,9% da população ocupada

A taxa de informalidade atingiu 39,9% da população ocupada, representando um contingente de 36,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, essa taxa havia sido 41% e no mesmo trimestre do ano anterior, 40,8%. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado (11,0 milhões de pessoas) caiu 7% (menos 832 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e permaneceu estável comparado ao primeiro trimestre de 2019.

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,2 milhões de pessoas, com queda de 1,6% em relação ao último trimestre de 2019 e alta de 1,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2019.

Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,1 milhões, uma queda de 1,7% ante o trimestre anterior e ficou estável ante o primeiro trimestre de 2019.

Subutilização

A taxa composta de subutilização (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) ficou em 24,4%, uma alta em relação ao trimestre anterior (23%) e uma queda em relação ao primeiro trimestre de 2019 (25%).

A população subutilizada totalizou 27,6 milhões de pessoas, um aumento de 5,6% (mais 1,5 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e uma queda de 2,5% (menos 704 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

A população desalentada (ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego) ficou em (4,8 milhões), estatisticamente estável em ambas comparações. O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho ou desalentada (4,3%) cresceu em relação ao trimestre móvel anterior (4,2%) e permaneceu estável em relação ao primeiro trimestre de 2019.

A população fora da força de trabalho (67,3 milhões de pessoas) foi recorde da série iniciada em 2012, com altas de 2,8% (mais 1,8 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 3,1% (mais 2,0 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.398, estável nas duas comparações.

Fonte: Agência Brasil – Vitor Abdala 

Juiz ordena prisão de brasileiro acusado de assassinatos na Espanha

Um juiz da região autônoma da Catalunha emitiu nesta quinta-feira (30) uma ordem de prisão preventiva contra um brasileiro de 35 anos, acusado pelo suposto assassinato de três pessoas desabrigadas na cidade de Barcelona.

O acusado já havia sido detido pela polícia catalã na última terça-feira e vinha sendo mantido em uma delegacia regional de segurança.

O brasileiro negou os fatos, mas o juiz decretou prisão preventiva quando avaliou o risco de que ele repita o crime, fuja ou elimine provas de outros casos sob investigação, segundo o Superior Tribunal de Justiça da Catalunha (TSJC).

Com base nas provas apresentadas, o juiz determinou que existem indícios de que ele foi responsável pelo assassinato de três sem-teto no mesmo bairro de Barcelona.

Na ordem de prisão, consta que o acusado não deu uma explicação razoável do que aconteceu e simplesmente negou os fatos, além de não ter justificado a sua presença nos locais onde ocorreram os crimes, cometidos em 16, 18 e 27 deste mês.

As autoridades investigam também se o homem tem relação com outro assassinato de outra pessoa desabrigada, este cometido durante o confinamento devido à pandemia de coronavírus, em 18 de março, com uma faca.

O detido está ligado aos crimes graças às imagens capturadas por diversas câmeras de segurança nos dias 16 e 18 de abril, nas quais o autor é observado fugindo do local após espancar as vítimas, que estavam dormindo na rua. O terceiro assassinato teria acontecido na última segunda.

Duas testemunhas viram um homem com uma barra de ferro, compatível com a encontrada mais tarde com o cadáver, e uma atitude agressiva, vagueando perto de uma porta onde um sem-teto dormia.

Quanto ao último crime, segundo o juiz, um policial fora de serviço se deslocava de trem e observou o homem demonstrando nervosismo sair da estação. O agente o seguiu a uma distância que considerou prudente e viu que ele tinha uma barra de ferro escondida na manga do casaco e uma chave de fenda.

A polícia catalã encontrou ontem, no trailer em que o brasileiro morava, várias pistas ligadas aos crimes, como as roupas usadas pelo suspeito capturadas pelas câmeras de segurança e várias peças de roupa sujas com material que será analisado para comparar o DNA.

A investigação continua aberta, e a polícia catalã está em contato com forças policiais no resto da Espanha e em outros países, como Portugal, onde também viveu, para ver se o suspeito foi capaz de agir ou em outros pontos, disse o chefe adjunto da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Ramón Chacón.

O acusado, que tem registro de prisão junto a polícia de Zaragoza, por crime contra o patrimônio, vivia em um trailer que ficava estacionado ao lado de um parque no bairro Sant Cugat del Vallès, em Barcelona. O veículo já foi alvo de operação de busca e apreensão, conforme a Agência Efe apurou.