Quatro apostas de 3 Estados vão dividir o prêmio da Mega da Virada

Quatro apostas vão dividir o prêmio de R$ 304,21 milhões da Mega-Sena da Virada sorteados nesta terça-feira (31). Cada uma delas vai receber R$ 76.053.459,66. 

Os números sorteados foram: 03 – 35 – 38 – 40 – 57 – 58

Duas das apostas vencedoras foram feitas na cidade de São Paulo, uma em Juscimeira, no Mato Grosso, e uma em Criciúma, em Santa Catarina. 

Outros 1.031 sortudos acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 57.537,06 cada. Para 77 mil e 55 apostadores que acertaram a quadra, a Caixa Econômica Federal vai pagar R$ 1.099,78. 

Mega da Virada: Confira os números sorteados

Os seis números da Mega da Virada sorteados, às 20h25, nesta terça-feira (31) foram 03, 35, 38, 40, 57, 58. O prêmio é o maior das loterias da Caixa este ano: R$ 304,213 milhões. 

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Como nos demais concursos especiais, o prêmio principal da Mega da Virada não acumula. Não havendo apostas premiadas com seis números, o prêmio será rateado entre os acertadores de cinco números – e assim sucessivamente.

Segundo a assessoria da Caixa, as Loterias Caixa registraram um recorde de vendas para a Mega da Virada em um único dia. Foram mais de R$ 210 milhões até as 20h de ontem (30). O recorde era de R$ 166 milhões, arrecadados no dia 31 de dezembro de 2018.

Fonte: Agência Brasil

Confira as dezenas da Mega da Virada sorteadas nesta terça

A Caixa Econômica Federal realizou, por volta das 20h desta terça-feira (31), o sorteio das seis dezenas da Mega da Virada. O prêmio é de R$ 304,21 milhões milhões.

Confira as dezenas sorteadas:

38 – 58 – 35 – 03 – 40 – 57

O prêmio principal da Mega da Virada não acumula. Não havendo apostas premiadas com seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores de apostas com cinco números – e assim sucessivamente.

Em 2018, 52 apostadores cravaram o resultado e tiveram direito a R$ 5,8 milhões cada. Em 2017, o valor individual foi maior e chegou a R$ 18 milhões para cada uma das 17 apostas que acertaram as seis dezenas.

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Recorde

A Caixa registrou recorde de vendas para a Mega da Virada em um único dia neste ano. Foram mais de R$ 210 milhões até as 20 horas de segunda-feira (30). O recorde era de R$ 166 milhões, arrecadados no dia 31 de dezembro de 2018.

De acordo com a Caixa, a probabilidade de acerto da aposta simples de seis números é de uma em 50 milhões. Já no caso da aposta de dez números, aumenta para uma em 238 mil.

FGTS vai destinar R$ 65,5 bilhões para financiamento de habitação

O MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) terá R$ 65,5 bilhões para financiamentos na área de habitação em 2020, oriundo de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Outros R$ 4 bilhões do fundo serão disponibilizados para obras de saneamento.

A regulamentação dos recursos do FGTS foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo e publicadas nesta terça-feira (31), no DOU (Diário Oficial da União), por meio das Instruções Normativas nº 44 e nº 45.

Para a área de habitação, do montante de R$ 65,5 bilhões, mais de 95% serão destinados para financiamentos de moradias populares a famílias com renda mensal de até R$ 7 mil – faixas 1,5, 2 e 3 do programa de habitação social do governo federal. Para os descontos, estão assegurados R$ 9 bilhões.

Do total de R$ 65,5 bilhões, R$ 40,2 bilhões estão reservados para financiamentos, a pessoas físicas ou jurídicas, que beneficiem famílias com renda mensal bruta limitada a R$ 4 mil.

A estimativa do MDR é que sejam contratadas 526 mil unidades habitacionais em todo o país, com potencial para geração de 1,3 milhão de empregos. Em 2019, foram destinados R$ 73 bilhões do FGTS para a habitação popular.

Saneamento
O setor de saneamento básico terá R$ 4 bilhões do FGTS para a contratação de operações de financiamento, no âmbito do Programa Saneamento para Todos.

Os recursos são para atendimento da categoria Mutuários Público e Privado. A previsão do governo é beneficiar 4,9 milhões de pessoas e gerar 92,4 mil empregos com esses créditos.

Segundo o MDR, os projetos podem ser voltados para a garantia de abastecimento de água, esgoto sanitário, manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais, redução e controle de perdas de águas, drenagem urbana, preservação e recuperação de mananciais, além de estudos e projetos para o setor.

Ainda de acordo com o governo, os valores disponíveis para financiamentos em habitação e saneamento podem sofrer alterações de acordo com as demandas das regiões.

Também pode haver emanejamento de fundos de outras áreas ou suplementações de créditos aprovados pelo Conselho Curador do FGTS, ao longo do ano.

Wall St fecha sessão em leve alta; S&P 500 encerra década com ganho de quase 190%

Por April Joyner

NOVA YORK (Reuters) – Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, com um rali renovado e impulsionado pelo otimismo comercial. Os mercados encerraram uma década de retornos consideráveis na qual o índice S&P 500 subiu quase 190%.

Tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq registraram seus maiores ganhos percentuais anuais desde 2013, enquanto o Dow fechou 2019 com seu maior ganho percentual anual desde 2017. Em 2019, o atual ciclo de alta nas ações dos EUA se tornou o mais longo já registrado, amparado por otimismo comercial, política monetária afrouxada e perspectiva de melhora econômica.

As bolsas de valores dos EUA permanecerão fechadas na quarta-feira, primeiro dia do novo ano.

O Dow Jones subiu 0,27%, para 28.538,44 pontos. O S&P 500 ganhou 0,29%, para 3.230,78 pontos. E o Nasdaq teve alta de 0,3%, para 8.972,60 pontos.

Os principais índices de Wall Street registraram ganhos significativos para o mês, trimestre e ano. Em dezembro, o Dow avançou 1,73%, o S&P 500 teve alta de 2,87%, e o Nasdaq valorizou-se 3,56%. No quarto trimestre de 2019, o Dow ganhou 6,02%, o S&P 500 apreciou 8,55%, e o Nasdaq saltou 12,18%.

No ano, o Dow subiu 22,33%, o S&P 500 disparou 28,9%, e o Nasdaq voou 35,24%.

O S&P 500 também registrou seu maior ganho percentual de dezembro desde 2010.

Na década, o Dow avançou 173,67%, o S&P 500 subiu 189,72%, e o Nasdaq saltou 295,42%.

Ministério da Justiça abre consulta pública sobre pistolas da Polícia

A Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abre nesta quinta-feira (2) a consulta pública sobre um Projeto de Norma Técnica que estabelece requisitos mínimos para garantir a segurança, a qualidade e a confiabilidade de pistolas de calibre 9x19mm e .40SW fornecidas aos profissionais de segurança pública do país.

A ação visa colher críticas, sugestões e questionamentos que serão incorporados à norma e então utilizados como critérios nos processos de aquisição dos equipamentos.

“A presente norma regulará os requisitos técnicos mínimos, ensaios e esquema de certificação das armas curtas dos calibres majoritariamente utilizados na atividade de segurança pública no país, buscando garantir sua qualidade e segurança quanto ao uso e performance operacional, resultando em economia ao erário público”, registra o prefácio do texto da Senasp.

Os comentários sobre a norma técnica poderão ser enviados até o dia 2 de fevereiro de 2020, tanto pela internet como presencialmente, na sede do Ministério da Justiça, em Brasília.

Segundo a pasta comandada por Sergio Moro, a medida foi discutida em audiências públicas realizadas ao longo de 2019 e faz parte do projeto Pró-Segurança, que visa estabelecer padrões mínimos de qualidade e desempenho de equipamentos utilizados pelos profissionais de segurança pública.

Dono da Havan afirma que fogo em estátua foi ato de ‘terrorismo’

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, afirmou nesta terça-feira (31) que a empresa foi vítima de terrorismo após a réplica da Estátua da Liberdade situada em frente à loja de São Carlos, no interior de São Paulo, ser atingida por fogo na madrugada desta terça-feira (31).

Segundo o empresário, tratou-se de um ato de vandalismo e terrorismo não apenas em relação à loja, mas “à democracia brasileira”, já que ele reputa o ato a opositores políticos.

Hang ganhou destaque nas eleições de 2018 ao se tornar um dos principais apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro e crítico ferrenho das correntes de esquerda do país.

Por meio de uma transmissão live no Facebook com duração de cerca de 28 minutos, Hang proferiu nesta terça novas críticas à esquerda, pediu investigação do incêndio e ainda mostrou comentários de internautas que pediam que a loja também fosse queimada.

“O ataque terrorista feito em São Carlos é contra os 210 milhões de brasileiros. Foi um ataque contra a democracia, contra a liberdade”, disse.

O empresário fez alusão aos ataques de grupos de esquerda durante a ditadura militar. “Lá atrás, os terroristas que queriam tomar conta do nosso Brasil sequestraram, roubavam cargas, explodiam aeroportos. Depois veio o governo militar e colocou ordem nesse país”, diz.

Leia mais: Operação busca prender suspeito de ataque à sede do Porta dos Fundos

Segundo Hang, a nova mudança na política brasileira é “difícil de engolir” para determinados grupos. “Usam de faca, matam pessoas, e colocam fogo na Estátua da Liberdade, que é nosso símbolo”, diz.

Ano novo, vida velha!

Por Marcio Bueno

Vamos iniciar um novo ano e, para muitos, inicia-se um novo ano fiscal.

Novos objetivos, e os resultados do ano anterior, já não tem mais valor. Os contadores são zerados e o histórico, por mais positivo que seja, não oferece nenhuma garantia de sucesso futuro, e muito menos de empregabilidade.

Quem realizou e bateu as metas sabe o esforço que teve que fazer dá muito valor a ter sido capaz de cumprir os objetivos em um mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity). Porém, o outro lado da mesa normalmente considera que a consecução dos objetivos não passa de uma obrigação.

Essa falta de alinhamento entre liderança e colaboradores normalmente levam às discrepâncias. Um lado pensa que se mata para manter a empresa em pé e o outro pensa que “eu te pago muito bem para fazer o seu trabalho”.

O resultado é o mínimo que se espera do lado da empresa e é o máximo que o colaborador pode oferecer.

Começar do zero todo ano é, sem dúvida, algo que gera pressão. São 15 minutos de comemoração por ter batido a meta do ano anterior e 365 dias pela frente para se enfrentar à próxima. E se os objetivos de crescimento do próximo ano são agressivos, mais ainda.

Outro ponto curioso, que a maioria das empresas costumam errar. Os objetivos do próximo ano são baseados no realizado no ano anterior, aplicando a porcentagem de crescimento marcada pela empresa.

Portanto, quem superou a meta no ano anterior é penalizado porque parte de uma base maior para o cálculo da meta do ano seguinte. Quem ficou aquém da meta do ano anterior, se sobreviver na empresa, por este critério, teria uma meta menor no ano seguinte.

De todas formas, os objetivos individuais devem ser mínimos, a tendência é irmos para objetivos coletivos.

Devemos separar pelo que se paga e pelo que se valora um colaborador.

Temos que valorar a contribuição individual ao projeto, o quanto um profissional agrega ao todo.

Contudo, a remuneração deve estar associada ao coletivo, porque objetivos individuais geram uma competição interna, que levada ao extremo, costuma ser nociva, tanto para o grupo quanto para a própria empresa.

Há quinze anos atrás eu participei de uma reunião de vendas de início de ano. A imagem que ficou no telão antes do início do evento foi uma frase de Indira Gandhi que dizia:

“O mundo exige resultados. Não conte aos outros as tuas dores do parto. Mostre seu filho”

Eu havia me tornado um executivo há pouco tempo e, até então, havia aprendido que realmente era assim que tinha que ser.

Não havia desculpas para não bater as metas.

Não importa o que a minha equipe dissesse, pior ainda, qualquer coisa que minha equipe de vendas falasse eu consideraria uma desculpa.

Nesta época, em meu perfil do LinkedIn eu colocava, com orgulho, que era orientado a objetivos.

E qual o problema em ser orientado a objetivos?

Absolutamente nenhum, muito pelo contrário.

É fundamental ter um norte para se guiar.

O problema normalmente está no limite que é imposto por quem define o objetivo e por quem o realiza.

A falta de objetivos leva uma empresa à estagnação e provavelmente à morte.

Por outro lado, objetivos excessivamente agressivos podem desencadear um comportamento inadequado.

Todo mundo é bom quando as coisas vão bem. Entretanto, quando o objetivo está longe de ser batido surge a pressão, e é neste momento que vemos o caráter das pessoas.

Oscar Wilde disse que:

Ética é o que fazemos quando todos estão olhando. O que fazemos quando ninguém vê, chama-se caráter.”

Se governança não garante ética, como vimos no artigo de mesmo nome, quem dirá caráter.

A cultura da empresa deve mostrar a importância dos objetivos, porém, deixar claro que não vale tudo para alcança-los.

Coincidentemente o mesmo executivo que colocou a frase da Indira Gandhi no kickoff, fazia algumas coisas, que hoje, considero bem inadequadas. Um dos objetivos que a equipe de liderança tinha, além de EBITDA, era o de caixa. Então, no final de cada trimestre, se bloqueava todos os pagamentos a fornecedores, mas se negociava com eles pagar juros pelo atraso. Nossa empresa ganhava menos dinheiro, mas como juros vai abaixo do EBITDA, não afetava nossos objetivos e bônus.

Quando me refiro que, em momentos de pressão é que conhecemos o caráter das pessoas, uma das situações que me marcou muito foi quando fui escalado por um diretor de um fabricante de tecnologia, empresa parceira.

Eu recebi uma ligação do Vice-Presidente de Hardware me pedindo para processar um pedido urgente de um projeto que havíamos fechado.

Eu disse que a minha equipe já estava cuidando disso e ele insistiu.

Me pediu para mudar o fornecedor que estávamos usando porque ele precisava do pedido naquele dia.

Eu disse que iria olhar o que estava acontecendo e retornaria em seguida.

Chamei o meu diretor de produtos e me informei.

A questão era a seguinte, era sexta-feira, no dia anterior havia sido feriado, e o responsável pelo nosso projeto no fornecedor aproveitou e emendou o feriado.

Nós havíamos enviado o pedido, porém ele não processou o pedido no fabricante.

O fabricante queria que eu cancelasse o pedido do meu fornecedor e comprasse em outro.

Eu me neguei, retornei à ligação e disse que não faríamos isso.

Por quê?

Porque este fornecedor nos apoiou em fase de pré-venda e nos emprestou um equipamento para fazer uma prova de conceito no cliente.

Não era fechamento de trimestre.

Não era fechamento de ano fiscal.

Eu não traio os meus parceiros de negócio.

Vamos abandonar velhas práticas que nos trouxeram até aqui como sociedade.

Devemos trabalhar com tensão, não relaxar em relação aos objetivos, agora, pressão… tem limites.

Quais?

O primeiro, o da ética.

O segundo, o do caráter.

Ano novo, práticas novas!

Marcio Bueno assina a coluna “Tecno-Humanização”, no Inova360, parceiro do portal R7. É Tecno-Humanista, fundador da BE&SK (www.bensk.net) e criador do conceito de Tecno-Humanização.

marciobueno@bensk.net

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Toffoli suspende tentativa de conselho para a redução do DPVAT 

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça (31), a suspensão da resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados que reduziu o valor do DPVAT, seguro que cobre despesa com acidentes provocados por veículos terrestres. Na avaliação de Toffoli, o ato normativo do CNSP configuraria um “subterfúgio da administração” para não cumprir a decisão do STF que suspendeu a medida provisória do governo Jair Bolsonaro que dava fim ao Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres.

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A decisão foi dada por Toffoli uma vez que cabe ao presidente do Supremo, em regime de plantão, decidir sobre questões urgentes durante o recesso forense, que teve início no último dia 20 e vai até 6 de janeiro.

O ministro entendeu que havia necessidade de imediata resposta no caso uma vez que a Resolução nº 378 do CNSP estava prevista para entrar em vigor nesta quarta, 1. O processo, no entanto, está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A liminar foi concedida pelo presidente do Supremo no âmbito de uma reclamação constitucional ajuizada na Corte pela Seguradora Líder, responsável por administrar o Seguro DPVAT em todo o País. Na peça inicial, a seguradora alegava que a resolução nº 378 no CNSP constituía “verdadeira retaliação’ à decisão do Supremo sobre o fim do DPVAT uma vez que não só ‘esvaziava’ o seguro, ‘extinguindo-o obliquamente”, mas também alcançava as reservas técnicas do consórcio.

A redução do do DPVAT foi aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados no último dia 27. A decisão estabelecia que o valor do seguro, cobrado em cota única no ato de pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e que vigoraria nos próximos anos seria de R$ 5,23 para carros, R$ 10 57 para ônibus e micro ônibus com frete, R$ 5,78 para caminhões e R$ 12,30 motos.

Segundo a Superintendência de Seguros Privados, no caso dos carros e das motos, a redução seria de 68% e 86%, respectivamente, em relação a 2019. Em coletiva, a titular da Susep Solange Vieira afirmou que para reduzir o valor da taxa seria utilizado um excedente acumulado pelo fundo do DPVAT, no total de R$ 5,8 bilhões, que teriam sido resultado de cálculos equivocados do consórcio e atos de corrupção na ponta da cadeia (consumidor).

Em sua decisão, Toffoli destacou que as alterações implementadas pela Resolução nº 378 tem impacto direto sobre valores arrecadados e sob responsabilidade da Seguradora Líder: os montantes das indenizações por cobertura foram mantidos, mas houve redução dos valores pagos pelos prêmios tarifários, sendo zerado o porcentual repassado a título de “despesas administrativas” e de “corretagem”.

Na avaliação do presidente do STF, a resolução do CNSP esvazia a decisão da Suprema Corte que, por 6 votos a 3, suspendeu a medida provisória do governo Jair Bolsonaro que dava fim ao DPVAT.

Segundo Toffoli, os resultados pretendidos a curto prazo com a edição da MP em questão seriam semelhantes aos explicitados em nota da Superintendência de Seguros Privados que divulgou a redução do prêmio do DPVAT a partir de janeiro de 2020.

Quando a extinção do DPVAT foi anunciada o governo indicou que a medida tinha como objetivo evitar fraudes e amenizar os custos de supervisão e de regulação do seguro por parte do setor público, atendendo a uma recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União).

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) apontou que a decisão se deu após os dados apontarem baixa eficiência do DPVAT. Apenas a fiscalização da seguradora consome em torno de 19% do orçamento para esse fim da Susep. A operação do DPVAT, no entanto, representa apenas 1,9% da receita do mercado supervisionado.

População da Etiópia transforma ervas daninhas em energia

Cooperativas no sul do Etiópia estão transformando ervas daninhas em energia e em uma forma de integrar comunidades de nativos e refugiados.

As árvores algarobeiras (Prosopis juliflora) são consideradas daninhas por sua natureza invasiva e os prejuízos que causam aos pastos do gado.

“Onde essa árvore cresce, ela erradica todas as outras. Ela cresce sozinha. Esse é o maior problema. As raízes se entranham profundamente no solo e se expandem, dificultando o crescimento de outras árvores”, diz o fazendeiro Aden Abdullah Ahmed.

Os nativos cortam as algarobeiras e as transformam em briquetes que são vendidos para uma cooperativa de refugiados. Essa tem sido opção sustentável para o meio ambiente além de um impulso para a economia local e uma forma de evitar conflitos.

“Eles se tornaram clientes e produtores. A comunidade anfitriã corta a lenha, as algarobeiras e as vende para a cooperativa de refugiados. E a cooperativa de refugiados pega as algarobeiras e então as processa neste centro”, Moge Abdi Omar, coordenador do projeto.

Os blocos de algarobeira queimam por mais tempo que os de carvão tradicional e são uma fonte mais limpa de energia.