Éderson e Cacá são as faces jovens da reação do Cruzeiro fora do Z4

O Cruzeiro conseguiu deixar a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro, onde era frequentador assíduo desde a 16ª rodada(entre idas e vindas). O placar de 2 a 0 sobre o Botafogo teve o empenho do time, mas dois jovens vindos das categorias de base foram essenciais para os três pontos da Raposa no Estádio Nilton Santos: o volante Éderson, em outra boa atuação, e do zagueiro Cacá, também em noite firme na defesa.

A dupla de meninos criados na Toca da Raposa marcou os gols celestes e tiveram fôlego para segurar o Fogão, ajudando, e muito, os veteranos, que “perdem o gás” no segundo tempo, deixando a equipe sempre com dificuldades para manter o resultado.

Éderson marcou seu segundo gol no Brasileiro, em momento chave da competição e em outro jogo fora de casa. O primeiro foi o tento da vitória sobre o Corinthians.Cacá, que abriu o caminho da vitória estrelada, substitui Dedé e vem dando conta do recado, após 11 jogos no time de cima da Raposa.

Ao fim do jogo, Éderson teve uma fala consciente do seu momento no time e no futebol, sem chamar para si o protagonismo pela reação azul.

– É muito importante eu estar conseguindo ajudar a equipe. Fico feliz com a equipe. Antes do jogo eu falei que faltava um detalhe ou outro, mas hoje nós tomamos um sufoco, soubemos suportar bem, e eu fico muito feliz pela entrega de todo grupo e por tudo que está acontecendo na minha vida-disse.

Cacá celebrou o gol e a consolidação como profissional da Raposa.
-Tenho sonhado há muito tempo com este momento (o primeiro gol como profissional). Estou completando onze jogos hoje, tive uma oportunidade ali e fui feliz para fazer o gol-disse.

Éderson e Cacá iniciaram um processo de renovação da equipe, acelerado pela má fase do time. Antes, pensados como jogadores para o futuro, se transformaram em soluções para o agora, o que cria uma nova perspectiva para o time mineiro no Brasileiro, que respira, fora do Z4,após 10 rodadas seguidas na “zona da degola”. A Raposa volta a campo no domingo, contra o Bahia, às 19h, no Mineirão, pela 30ª rodada, com o intuito de se manter longe doo grupo dos quatro piores times do campeonato.

Pela multa e para preservar a imagem, Carille não pede demissão

São Paulo, Brasil

Fábio Carille decidiu continuar no Corinthians.

O técnico estava decidido a ir embora.

Pedir demissão, abrir mão da multa de R$ 3,8 milhões.

Mas foi convencido por seu empresário Paulo Pitombeira. E voltou atrás na sua decisão. Seguirá no clube, pelo menos, até o jogo de domingo, contra o Flamengo, no Maracanã.

O jogo é visto como a chance de uma reviravolta na crise.

Afinal, derrotar o líder, diante de mais de 65 mil torcedores, seria espetacular.

Mas há o outro lado, se o time, por exemplo, for goleado, a situação ficaria insustentável. 

Já são sete partidas sem uma mísera vitória corintiana.

A quinta-feira inteira foi de expectativa de demissão. O blog ligou para várias pessoas ligadas a Andrés Sanchez. Mas elas não tinham uma resposta conclusiva. Não sabiam o que aconteceria. 

Apesar da pior fase da carreira de Carille, dos protestos dos torcedores em Maceió e no CT corintiano, com direito a conversa com os líderes do elenco, a decisão era toda do treinador.

O Corinthians já está com sérios problemas financeiros. Com R$ 700 milhões em dívidas. Prejuízo calculado em 2019 de R$ 170 milhões.

Andrés não quer ter de pagar R$ 3,8 milhões de multa demitindo Carille. O contrato do treinador vai até o final de 2020. Ela já foi de R$ 6 milhões, mas foi diminuindo com o passar dos meses.

Com seus palavrões e assumindo ter vergonha do futebol do time, o presidente encurralou Carille, depois da derrota para o CSA.

Nervoso, o treinador havia se recusado a dar entrevista coletiva após a partida. O que foi lamentado pelo presidente, membros da diretoria e conselheiros. Gesto que remeteu à pura falta de postura de comandante. Lastimável.

Mas talvez tenha sido fundamental ao técnico. Ele estava disposto a sair, pedir demissão, abrir não dos milhões de reais a que tem direito. Tamanho é o constrangimento pelo péssimo futebol do Corinthians.

Só que com o passar das horas e pela longa conversa que teve com seu agente Paulo Pitombeira, o técnico decidiu ficar. 

Há muito dinheiro em jogo.

E mais do que isso, a imagem de Carille, 46 anos, ficaria queimada em relação a outros clubes grandes.

Desistir, faltando nove rodadas para o Brasileiro acabar, seria um sinônimo de covardia imperdoável.

Agora, quando o campeonato acabar, a história pode ser outra. O treinador quer ter a certeza de que terá um elenco muito mais forte em 2020. Porque sabia que seus atletas seriam limitados neste ano.

A decisão de Carille, de seguir como técnico do Corinthians, não agradou a maioria dos conselheiros. Mas eles admitem que seria quase impossível contratar um grande treinador agora.

O melhor seria depois do Brasileiro. 

Para fazer a pré-temporada com o elenco.

Os nomes de Sylvinho e Tiago Nunes são os mais constantes no clube.

Carille ainda tem defensores ferrenhos, como Duílio Monteiro Alves.

Mas todos que convivem no futebol do Corinthians admitem. O treinador voltou muito diferente da Arábia Saudita. Ele saiu humilde, alegre, amigo dos jogadores. Retornou defendendo a hierarquia, arrogante com a imprensa e pouco afeito à brincadeiras no ambiente de trabalho.

Como o título é impossível, Carille tem uma missão: classificar o clube para a Libertadores de 2020. 

O clube é o sétimo do Brasileiro.

O primeiro grande teste já será domingo, o líder Flamengo, no Rio.

Carille fará as últimas nove partidas sabendo que o clube precisa reagir. Faz campanha pífia no segundo turno da competição nacional.

O técnico nunca teve tanta gente no clube desejando sua saída.

A chance de recuperação será no Maracanã.

Carille sabe que, se vier outra derrota, a situação pode ficar insustentável.

O treinador ganha R$ 700 mil mensais…

Gabriel lamenta derrota e destaca: ‘Falar menos e trabalhar mais’

O Botafogo não conseguiu a vitória para respirar longe da zona de rebaixamento. Nesta quinta-feira, o alvinegro perdeu para o Cruzeiro por 2 a 0, no Nilton Santos, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o zagueiro Gabriel lamentou o resultado e destaca que o time tem que erguer a cabeça para a sequência.

– Infelizmente, fizemos um primeiro tempo não tão bom, e eles fizeram o gol. Voltamos do intervalo e pressionamos, mas a bola não entrou. Perdemos um confronto direto, mas temos que levantar a cabeça, falar menos e trabalhar mais – disse ao Premiere.

TABELA
> Veja e simule a classificação do Brasileiro

Quem também falou após o confronto foi Gustavo Bochecha. O volante ressaltou a entrega do grupo durante o segundo tempo.

– A gente criou, lutou muito, mas a bola acabou não entrando, né? Mas agora é pensar no próximo jogo – afirmou à Rádio Tupi.

Com o resultado, a Raposa o Glorioso fica apenas a três pontos da zona de rebaixamento, com 33 somados. As duas equipes volta a campo no domingo, às 19h. O Botafogo visita o Santos, na Vila Belmiro, às 19h, no domingo.

Em jogo movimentado, Inter e Athletico-PR ficam no empate

No Beira-Rio, Internacional e Athletico-PR ficaram no empate por 1 a 1 em jogo bem disputado no segundo tempo. Com o resultado, o Colorado continua na 6ª posição, com 46 pontos. O Furacão permanece na 8ª, com 43 pontos.

Na próxima rodada, o Internacional joga o clássico contra o Grêmio, na casa do seu rival. O Athletico-PR recebe o CSA, na Arena da Baixada. Ambos os jogos serão realizados no dia 3 de novembro.

O primeiro tempo no Beira-rio começou muito mais pegado do que jogado. A partida era quente e com cara de revanche por conta da final da Copa do Brasil.

Aos poucos, o Internacional foi tomando conta do jogo e logo achou o seu gol. Guerrero achou Rodrigo Lindoso livre de marcação. Ele dominou e bateu encobrindo o goleiro Santos. Golaço! 1 a 0 para o Colorado.

O Athletico-PR não se abateu com o gol e foi para cima do Inter atrás do gol de empate. Após dez minutos do placar inaugurado, o Furacão conseguiu igualar o marcador. Madson levantou na área, Rony pegou de primeira e fez: 1 a 1.

O gol deixou o Inter desnorteado e Athletico cresceu no jogo e criando boas oportunidades. Não fosse Rodrigo Modelo salvar uma bola em cima da linha e falta de pontaria de Marco Ruben em outro lance, o Furacão teria virado ainda na primeira etapa.

O Internacional voltou bem do intervalo, mas o Athetico-PR era perigosíssimo no contra-ataque. Porém, quem ficou muito perto de marcar o gol da vitória foi o Internacional.

Primeiro foi com D’Alessandro. Ele partiu com a bola dominada e bateu da entrada da área, a bola explodiu no travessão e não entrou. Depois a chance esteve nos pés de Guerrero. Só que ele bateu o pênalti e o goleiro Santos defendeu. Em seguida, na cobrança de escanteio, o mesmo Guerrero marcou o gol! Só que Nico Lopéz estava impedido e o VAR anulou.

O final da partida foi até emocionante com chances para as duas equipes marcarem, só que nenhuma das duas equipes conseguiu furar as defesas e o jogo acabou empatado por 1 a 1.

INTERNACIONAL 1 x 1 ATHLETICO-PR
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data-Hora: 31/10/2019 – 21h30
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
VAR: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Público/renda: 18.767 / R$ 418.555 pagantes: 20.900.
Cartões amarelos: D’Alessandro (INT), Heitor (INT) Wellington (ATH), Marcio Azevedo (ATH)
Gols: Rodrigo Lindoso (11’ / 1º T), Rony (21’ / 1º T)

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Heitor, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Zeca; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Patrick (Wellington Silva, aos 16’/2ºT) e D’Alessandro; Guilherme Parede(Nico Lopéz, aos 31’/2ºT) e Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

ATHLETICO-PR: Santos; Madson, Thiago Heleno, Léo Pereira e Adriano (Márcio Azevedo, intervalo); Wellington, Bruno Guimarães e Bruno Nazário (Camacho, aos 44’/2ºT); Nikão, Rony e Marco Ruben(Marcelo Cirino, aos 29’/2ºT). Técnico: Tiago Nunes.

Curta a página de Esportes do R7 no Facebook

Reta final! Veja os últimos jogos do seu time no Brasileirão

Botafogo frustra ótimo público, cai para o Cruzeiro e flerta com o Z-4

De um lado, drama. O Botafogo não fez jus à torcida alvinegra, que alcançou o melhor público no Nilton Santos no ano, e amargou uma frustrante derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro – ficando a apenas três pontos da zona de rebaixamento. Do outro lado, alívio. Com o resultado, a Raposa – que fechou o placar no último lance da partida – chega a 32 pontos, fica a um do Glorioso, e deixa o Z-4.

As duas equipes voltam a campo no domingo, às 19h. O Botafogo visita o Santos, na Vila Belmiro, enquanto o Cruzeiro recebe o Bahia, no Mineirão

Os times começaram o duelo apostando nas bolas longas, com o Cruzeiro um pouco mais presente no campo de ataque. Logo aos três minutos, Marquinhos Gabriel saiu na cara do gol, mas parou na excelente recuperação do meio-xará Gabriel. O Botafogo respondeu em um bonito giro de Luiz Fernando, que mandou por cima da meta de Fábio.

Empurrado pelo ótimo público, o Alvinegro crescia no jogo e ameaçou em cruzamento de Diego Souza, que quase tomou a direção do gol. Mas não demorou para a Raposa chegar em poucos toques e conseguir escanteio. Aos 25, Thiago Neves bateu e o jovem Cacá subiu muito para marcar seu primeiro gol como profissional e abrir o placar à favor dos mineiros no Nilton Santos.

Atrás no marcador, o Botafogo tomou as rédeas do confronto e encurralou o Cruzeiro no fim do primeiro tempo. Mas exalando tensão e mostrando um repertório muito curto, o Glorioso exagerou nas bolas alçadas e teve um aproveitamento baixíssimo pelo alto.

Na primeira metade da etapa final, só deu Botafogo. O time de General Severiano alugou o campo ofensivo e anulou o contra-golpe cruzeirense. Essa pressão, porém, continuou acompanhada de poucas oportunidades claras. A melhor chance foi em um míssil de longe de Marcinho, que tirou tinta da trave e levantou a torcida.

Com o passar dos minutos, o ritmo da partida despencou. Ainda assim, o Glorioso tentava o abafa. Com a bola parada, Marcinho soltou a bomba, Fábio bateu roupa e Gabriel por pouco não marcou no rebote. O Alvinegro chegou a 13 escanteios, tentou de tudo, mas não conseguiu o empate e flerta mais do que nunca com o Z4. No último lance da partida, com o Botafogo já desorganizado, Ederson recebeu na área, soltou a bomba e fechou o placar a favor dos mineiros.

BOTAFOGO 0 X 2 CRUZEIRO

Estádio: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-hora: 31 de outubro de 2019, às 21h30
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
Assistentes: Jean Márcio dos Santos (RN) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
Árbitro de vídeo: Adriano Milczvski (PR)
Assistentes do VAR: Adriano de Assis Miranda (SP) e Flavio Gomes Barroca (RN)
​Público e renda: 20.690 pagantes / 22.412 presentes / R$ 305.525,00
Cartões amarelos: Diego Souza (BOT); Thiago Neves, Fabrício Bruno e Dodô (CRU)

GOL: Cacá 25’/1ºT (0-1), Éderson 51’/2ºT (0-2)

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Gabriel, Yuri; Bochecha (Vinicius Tanque, 33’/2ºT), João Paulo e Diego Souza; Luiz Fernando, Leo Valencia (Alex Santana, 20’/2ºT) e Victor Rangel (Igor Cássio, intervalo). Técnico: Alberto Valentim

CRUZEIRO: Fábio; Orejuela, Fabricio Bruno, Cacá e Egídio; Henrique, Éderson; Marquinhos Gabriel (Dodô, 23’/2ºT), Thiago Neves, David (Sassá, 29’/2ºT); Fred (Ariel Cabral, 27’/2ºT). Técnico: Abel Braga

Curta a página de Esportes do R7 no Facebook

Reta final! Veja os últimos jogos do seu time no Brasileirão

PF cria “delegacia modelo” para ampliar combate à corrupção

A Polícia Federal criou sua primeira Delegacia Modelo de Investigação e Análise Financeira para impor ritmo mais célere às investigações sobre corrupção e crimes financeiros. A unidade será inaugurada nesta sexta-feira (1º), às 15 horas, na PF de Curitiba, base da Operação Lava Jato, pelo ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e pelo diretor-geral da corporação delegado Maurício Valeixo.

A Delegacia deverá implementar métodos, ferramentas e padrões aplicáveis à investigação e análise em processos voltados ao combate de crimes financeiros e corrupção.

Segundo a Assessoria de Comunicação da PF, o projeto vai funcionar no âmbito da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná.

“Ele deverá institucionalizar boas práticas de sucesso investigativo, com trabalho na plataforma de inquérito digital e-pol, na busca de uma atuação com menos burocracia e mais integração e efetividade na alocação dos recursos investigativos”, destacou a PF.

A delegacia contará com um laboratório em parceria com outras áreas de inovação da PF para o desenvolvimento e emprego de novas tecnologias nas áreas de Big Data e Business Intelligence, que “contribuirão na agilidade das investigações em casos complexos de repressão à corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro”.

A PF destacou que existe “um esforço para que haja padronização de ações, de conhecimento técnico, de tratamento de dados e rotinas básicas relacionadas a crimes financeiros e de corrupção”.

A Delegacia contará com capacitação e treinamento em casos reais difusão de tecnologias, convênios e promoção de intercâmbio com as outras unidades da Polícia Federal.

Pablo Marí lamenta ‘detalhes’ em gols sofridos no empate com Goiás

Na noite desta quinta-feira, no Serra Dourada, o Flamengo tinha os três pontos garantidos até os 49 do segundo, quando Michael marcou pelo Goiás e empatou a partida em 2 a 2. Para o zagueiro rubro-negro Pablo Marí, o Flamengo pecou nos detalhes e precisa ficar ligado até o fim da partida.

TABELA
> Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

– Tínhamos controlado, mas creio que em dois detalhes deixamos empatar a partida. A esta altura que estamos no campeonato, não podemos permitir eles empatarem hoje. Mas isto segue. Domingo temos mais. Não podemos deixar pontos por esses detalhes. No resto da partida tínhamos tudo controlado – disse o zagueiro espanhol, na saída de campo, ao “Premiere”, antes de completar:

– Agora pensar nesses dois detalhes e tentar controlar os 95 minutos de partida – finalizou Marí.

Com o empate desta noite, a vantagem do Flamengo para o vice-líder Palmeiras caiu de 10 para 8 pontos. O Rubro-Negro, agora, tem 68 pontos. No próximo domingo, o Flamengo recebe o Corinthians, às 16h, no Maracanã.

Sampaoli evita confirmar permanência no Santos e critica planejamento

A nove rodadas do fim do Campeonato Brasileiro e com a vaga na próxima Copa Libertadores encaminhada, o Santos ainda não sabe quem será o seu técnico na temporada 2020. Embora o contrato com Jorge Sampaoli só se encerre ao fim do próximo ano, o treinador evitou comentar sobre o seu futuro nesta quinta-feira, após a vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, na Vila Belmiro.

Sampaoli evitou comentar, inclusive, sobre a informação de que teria chegado a um acordo com a diretoria para retirada da cláusula de rescisão do seu contrato. E também não quis dizer se cogitaria a possibilidade de dirigir outro clube brasileiro caso deixe o Santos.

“Nós, como treinadores, nunca sabemos onde vamos estar. Por decisão da direção, que pode romper o contrato, ou do próprio treinador. É um clube que me deu a possibilidade e a felicidade de estar nesta cidade, pela qual tenho muita estima, muita alegria de ter passado o ano aqui. Eu me sinto um cidadão, sou parte da cidade de Santos. Tenho compromisso com o clube. Sobre o contrato, é um tema confidencial entre o presidente, a direção e eu. Nós pactuamos confidencialidade e vou respeitar”, disse.

Visto com alguma frequência nas praias e ruas de Santos, Sampaoli indicou estar satisfeito com a sua rotina na cidade da Baixada. Mas avisou que a decisão de seguir no clube será profissional. E ele reclamou do planejamento da diretoria para a próxima temporada, o que também havia sido alvo de críticas recentes do superintendente de futebol Paulo Autuori.

“Há uma realidade que, como pessoa física, me encantaria estar aqui. Viver em Santos é o melhor que me aconteceu. Depois, o profissional. Não se pode enganar as pessoas. Tenho que ver a realidade. Tenho tentado me reunir com Autuori várias vezes, mas não temos claro o início de planejar o próximo ano. Me apresentaram o projeto com dificuldades para o próximo ano, mas não há claro se o clube terá recursos para transformar essa campanha deste ano, que para mim é excelente, em uma busca pelo campeonato. Há uma grande diferença entre eu me sentir um cidadão de Santos e entre resolver meu futuro”, afirmou.

E o Fla piscou. Oscilação breve ou perda de gás? A reta final dirá 

Goiás dois, Flamengo dois no Serra Dourada, em Goiânia, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E o rubro-negro piscou.

Na vitória anterior, um magro 1 a 0 sobre o CSA, no Maracanã, os erros de conclusão e as dificuldades encontradas para manter o resultado acenderam o sinal de alerta para o time da Gávea.

Ficou no ar a suspeita de que as principais peças do elenco do Flamengo, quase nunca poupadas pelo técnico Jorge Jesus, começam a sentir o desgaste na reta final do Brasileirão e da Libertadores.

Com esse empate, após a vantagem de dois gols no segundo tempo, o sinal amarelo se transforma em ponta de preocupação para a maior torcida do País.

O Flamengo entrou sem o goleiro Diego Alves, contundido, o lateral direito Rafinha e o meia Gerson. Fez um primeiro tempo em ritmo lento, em parte travado e amarrado pela forte marcação do Goiás, que desejava apagar a má impressão deixada no Maracanã no primeiro turno, quando foi goleado por 6 a 1.

Nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, o rubro-negro trocou a apatia pela agressividade imposta por Jesus e fez dois gols: o primeiro de Gabigol, aos oito minutos, e o segundo de Rodrigo Caio, aos 17.

Quando tudo parecia dominado, o líder foi surpreendido pelo adversário que, bem distribuído em campo e confiante de que poderia buscar o resultado, mostrou aplicação e coragem.

Apesar da boa atuação de Willian Arão e da entrada de Gerson, o Goiás ganhou a maioria das bolas no meio de campo. E explorou com muita competência o rápido e habilidoso Michael, em noite inspirada no ataque pelo lado esquerdo.

Foi de Michael o passe para Rafael Moura marcar o primeiro do Goiás, aos 31, e o gol de empate, aos 49, em outra jogada de extrema velocidade, com Gabriel Batista no gol rubro-negro, após a expulsão de César.

Um dado curioso, que pode insinuar uma queda de rendimento do Flamengo, é sobre o número de finalizações do Goiás na partida. Ninguém tinha chutado 16 vezes no gol rubro-negro num jogo sob o comando de Jorge Jesus. 

Leves oscilações em campeonatos longos e disputados como o Brasileiro acontecem com todas as equipes e podem ser consideradas naturais.

Os próximos resultados irão mostrar se o líder vive uma instabilidade normal, de rápida recuperação, ou se o gás e a produção da equipe estão de fato diminuindo.

Oito pontos ainda formam uma vantagem considerável, mas a piscadela do Flamengo injeta um pouco de ânimo nos rivais e aumenta as expectativas para as nove rodadas e os 27 pontos seguintes a serem disputados.

Um pouco mais de pimenta nos capítulos finais. Se o Flamengo souber aproveitar, poderá ser até uma boa oportunidade para analisar, discutir os erros e reforçar o pacto de confiança. Por enquanto, Palmeiras, Santos e quem não torce para o Flamengo agradecem.

Reta final! Veja os últimos jogos do seu time no Brasileirão

Após empate, Gabriel minimiza bate-boca com Arão no Flamengo

Após sair na frente e abrir 2 a 0 no placar nos primeiros minutos do segundo tempo do duelo com o Goiás, o Flamengo teve o goleiro César expulso e acabou levando o empate (2 a 2), no Estádio Serra Dourada, pela 29.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com isso, o time carioca viu a vantagem para o segundo colocado Palmeiras cair de dez para oito pontos.

Depois do fim da partida, os ânimos ficaram exaltados e foi possível ver o atacante Gabriel e o volante William Arão em uma intensa discussão no centro do gramado, no momento costumeiro do agradecimento do grupo à torcida.

O técnico Jorge Jesus ficou entre os dois e, aparentemente, tomou as dores de Gabriel, ouvindo ainda muito as reclamações de Arão. Já Gabriel foi para o outro lado, contido por Diego.

Apesar disso, o centroavante colocou “panos quentes” e afirmou que tudo isso não passou de um desentendimento dentro de campo. “Foi uma discussão de partida. Somos Flamengo, queremos vencer sempre. Empatamos, foi um resultado entre aspas normal, porque estávamos com um a menos e acabamos tomando o gol. Poderia ter vencido. Briga vai acontecer sempre. Não é a primeira vez, nem a última. A gente perdeu um jogador, normal que isso aconteça. Temos uma vantagem para o segundo colocado, é manter porque domingo tem mais.”

Na zona mista, Arão passou do lado de Gabriel, mas evitou falar sobre o assunto. Já o zagueiro Pablo Marí pediu mais atenção nas próximas partidas, pois o duelo estava praticamente ganho até mais da metade do segundo tempo. “Acho que a gente tinha o controle do jogo, mesmo tendo perdido um companheiro. Poderíamos ter segurado a vantagem, mas descuidamos. Isso não pode acontecer.”

Caminhando a passos largos para faturar título nacional, apesar do empate desta quinta-feira, o Flamengo, com oito pontos de vantagem para o segundo colocado Palmeiras, volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Corinthians, no Maracanã, às 16 horas.